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Listen to this chapter • 8:28

[1] Irmãos, venho lembrar-lhes o evangelho que anunciei a vocês, o qual vocês receberam e no qual continuam firmes.

[2] Por meio dele vocês também são salvos, se retiverem a palavra assim tal como a preguei a vocês, a menos que tenham crido em vão.

[3] Antes de tudo, entreguei a vocês o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,

[4] e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

[5] E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

[6] Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem.

[7] Depois, foi visto por Tiago e, mais tarde, por todos os apóstolos.

[8] Por último, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.

[9] Porque eu sou o menor dos apóstolos, e nem mesmo sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.

[10] Mas, pela graça de Deus, sou o que sou. E a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã. Pelo contrário, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.

[11] Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim vocês creram.

[12] Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos?

[13] E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou.

[14] E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm.

[15] Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.

[16] Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

[17] E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados.

[18] E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos.

[19] Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.

[20] Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

[21] Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

[22] Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

[23] Cada um, porém, na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

[24] E então virá o fim, quando ele entregar o Reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

[25] Porque é necessário que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.

[26] O último inimigo a ser destruído é a morte.

[27] Porque “ele sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés”. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente exclui aquele que tudo lhe sujeitou.

[28] Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

[29] De outra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? Se de fato os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?

[30] E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?

[31] Dia após dia, morro! Eu afirmo isso, irmãos, pelo orgulho que tenho de vocês, em Cristo Jesus, nosso Senhor.

[32] Se, como homem, lutei em Éfeso contra feras, qual foi o meu proveito? Se os mortos não ressuscitam, “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.

[33] Não se enganem: “As más companhias corrompem os bons costumes.”

[34] Voltem à sobriedade, como convém, e não pequem. Porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus. Digo isto para vergonha de vocês.

[35] Mas alguém dirá: “Como é que os mortos ressuscitam? E com que corpo virão?”

[36] Insensato! O que você semeia não nasce, se primeiro não morrer.

[37] E, quando semeia, você não semeia o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.

[38] Mas Deus lhe dá corpo como ele quer dar e a cada uma das sementes dá o seu corpo apropriado.

[39] Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos seres humanos; outra, a dos animais; outra, a das aves; e outra, a dos peixes.

[40] Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.

[41] Uma é a glória do sol; outra, a glória da lua; e outra, a das estrelas. Porque até entre estrela e estrela há diferenças de glória.

[42] Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

[43] Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.

[44] Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

[45] Pois assim está escrito: “O primeiro homem, Adão, se tornou um ser vivente.” Mas o último Adão é espírito vivificante.

[46] O que vem primeiro não é o espiritual, e sim o natural; depois vem o espiritual.

[47] O primeiro homem, formado do pó da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

[48] Como foi o homem terreno, assim também são os demais que são feitos do pó da terra; e, como é o homem celestial, assim também são os celestiais.

[49] E, assim como trouxemos a imagem do homem terreno, traremos também a imagem do homem celestial.

[50] Com isto quero dizer, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

[51] Eis que vou lhes revelar um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados

[52] num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

[53] Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

[54] E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória.”

[55] “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?”

[56] O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

[57] Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

[58] Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão.

Primeira Carta de Paulo aos Coríntios — Chapters