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Listen to this chapter • 4:31

[1] Pouco tempo depois de Joaquim, filho de Josias, subir ao trono de Judá, o SENHOR dirigiu a Jeremias

[2] a seguinte ordem: «Vai ao átrio do templo e proclama ao povo que vem das cidades de Judá, para me adorar, tudo o que te ordenei. Não omitas nada.

[3] Talvez o povo dê ouvidos e deixe de fazer o mal. Se assim acontecer, mudarei a minha intenção de os destruir por causa da sua maldade.

[4] Diz, portanto, a esse povo, da minha parte: “Eu, o SENHOR, faço-vos saber que devem obedecer-me e cumprir os meus mandamentos.

[5] Devem dar ouvidos às mensagens dos meus servos, os profetas, que vos envio continuamente. Mas vocês não o fazem.

[6] Por isso, farei deste templo o que fiz com Silo. E, para todas as nações, esta cidade será símbolo de maldição.”»

[7] Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias proferir estas coisas no templo,

[8] e mal tinha acabado de proclamar o que o SENHOR lhe ordenara, prenderam-no e gritaram: «Mereces a morte!

[9] Por que afirmaste em nome do SENHOR que acontecerá a este templo o mesmo que a Silo e que esta cidade será destruída e ficará deserta?» Então o povo aglomerou-se à volta de Jeremias.

[10] Quando as autoridades de Judá ouviram o que tinha acontecido, saíram apressadamente do palácio real e foram ao templo e colocaram-se junto à porta Nova.

[11] Então os sacerdotes e os profetas dirigiram-se às autoridades e ao povo, nos seguintes termos: «Este homem merece ser condenado à morte, porque profetizou contra a nossa cidade. Ouviram-no com os vossos próprios ouvidos.»

[12] Então Jeremias respondeu às autoridades e ao povo: «O SENHOR enviou-me a proclamar tudo o que ouviram contra o templo e contra esta cidade.

[13] Devem mudar a vossa maneira de viver e a vossa conduta e obedecer ao SENHOR, vosso Deus. Se o fizerem, ele mudará de atitude e evitará a destruição que tinha anunciado.

[14] Quanto a mim, estou nas vossas mãos! Podem fazer-me o que quiserem.

[15] Mas uma coisa vos asseguro: se me matarem, serão culpados de matar um homem inocente, e o castigo cairá sobre vós e sobre a vossa cidade. Pois foi realmente o SENHOR que me enviou para vos comunicar estes avisos e ameaças.»

[16] Em seguida, as autoridades e o povo disseram aos sacerdotes e aos profetas: «Este homem falou-nos em nome do SENHOR, nosso Deus; não merece ser condenado à morte.»

[17] Então alguns dos anciãos levantaram-se e dirigiram-se ao povo reunido, nos seguintes termos:

[18] «Quando Ezequias era rei de Judá, o profeta Miqueias de Moresset, comunicou ao povo que o SENHOR dissera: “Sião será lavrada como um campo. Jerusalém ficará num montão de ruínas; o monte do templo tornar-se-á num bosque.”

[19] O rei Ezequias e os habitantes de Judá não condenaram Miqueias à morte. Antes Ezequias voltou-se para o SENHOR e pediu-lhe perdão. E o SENHOR mudou a sua intenção de trazer a destruição anunciada. Mas nós, agora, estamos a atrair sobre nós mesmos uma calamidade terrível.

[20] Houve um outro homem, chamado Urias, filho de Chemaías, de Quiriat-Iarim, que falou em nome do SENHOR contra esta cidade e contra esta nação, tal como Jeremias.

[21] Quando o rei Joaquim e os seus oficiais e soldados ouviram as palavras de Urias, o rei tentou matá-lo. Mas Urias soube disso, teve medo e fugiu para o Egipto.

[22] O rei Joaquim, todavia, enviou Elnatan, filho de Acbor, e outros homens, ao Egipto, para capturarem Urias.

[23] Trouxeram-no à presença do rei Joaquim, que o mandou matar, atirando em seguida o seu cadáver para a vala comum.»

[24] Assim Jeremias teve o apoio de Aicam, filho de Chafan e não o entregaram ao povo para ser morto.

Jeremias — Chapters