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Listen to this chapter • 4:28

[1] Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.

[2] Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe:

[3] És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?

[4] E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo:

[5] os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.

[6] E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

[7] Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

[8] Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais.

[9] Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta.

[10] Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

[11] Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.

[12] Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.

[13] Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.

[14] E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir.

[15] Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça.

[16] Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:

[17] Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.

[18] Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio!

[19] Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

[20] Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:

[21] Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.

[22] E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.

[23] Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.

[24] Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

[25] Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.

[26] Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

[27] Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

[28] Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

[29] Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.

[30] Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

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