
Os apelos a uma "greve geral" em França têm-se multiplicado nas redes sociais, numa contestação ao plano de austeridade do primeiro-ministro François Bayrou, que prevê cortes de 43 mil milhões de euros e a eliminação de dois feriados nacionais. A rentrée política promete ser turbulenta, com crescentes pressões sociais e críticas da oposição a colocarem em causa a sobrevivência do executivo.
Nas últimas semanas, têm-se multiplicado nas redes sociais os apelos a uma "greve geral" em França, marcada para o próximo dia 10 de Setembro. Sete anos após o movimento dos "coletes amarelos", que paralisou o país, a rentrée política promete ser difícil para o primeiro-ministro francês, François Bayrou, e para a implementação do seu plano de austeridade.
“Há o risco de o país viver tensões idênticas às dos coletes amarelos e que podem ter impactos na economia do nacional”, alerta Philippe Pereira, vereador em Nogent-sur-Marne, sublinhando, porém, que as manifestações são “a expressão democrática e um direito dos sindicatos e dos trabalhadores”.
O colectivo, denominado “Mobilisation10septembre” pretende lançar um movimento de protesto “apolítico” apelando a “uma greve geral e à paralisação total do país” no dia 10 de Setembro,
Em causa está o plano de austeridade do primeiro-ministro francês, François Bayrou, que pretende economizar 43 mil milhões de euros e eliminar dois feriado do calendário laboral - 8 de Maio e a segunda-feira de Páscoa.
Para além da contestação social, o chefe do executivo francês enfrenta críticas dos partidos da oposição. Philippe Pereira acredita que a sobrevivència do Governo Bayrou está ameaçada e alerta para os perigos da queda do elenco governativo.
“Se o Governo cair (…) a França está muito dividida - entre três grandes pólos - e será muito dificil conseguir-se uma maioria na Assembleia”, explica.