
A Volta a França feminina em bicicleta acabou no fim-de-semana com o triunfo inédito da francesa Pauline Ferrand-Prévot (Team Visma | Lease a Bike).
Após nove etapas, a Volta a França feminina em bicicleta terminou este domingo em Châtel Les Portes du Soleil, após mais de 1 100 quilómetros.
Esta é a quarta edição desde que a prova voltou neste formato com várias etapas e é gerida pela ASO, que também organiza a prova masculina.
Quarta edição e quarta vencedora diferente. As neerlandesas Annemiek van Vleuten (Movistar Team) e Demi Vollering (SD Worx), bem como a polaca Kasia Niewiadoma (Canyon-SRAM) venceram as três edições anteriores, enquanto a francesa Pauline Ferrand-Prévot (Team Visma | Lease a Bike) triunfou na edição 2025.
Nove etapas, seis vencedoras. A neerlandesa Marianne Vos, a espanhola Mavi García e a atleta das Ilhas Maurícias, Kimberley Le Court Pienaar, venceram uma etapa, enquanto a neerlandesa Lorena Wiebes e as francesas Maeva Squiban e Pauline Ferrand-Prévot triunfaram em duas etapas cada uma.
Na geral individual, a francesa Pauline Ferrand-Prévot (Team Visma | Lease a Bike) acabou por ficar com a camisola amarela e vencer a prova, com três minutos e 42 segundos de vantagem em relação à neerlandesa Demi Vollering (FDJ - SUEZ), vencedora em 2023, e com quatro minutos e 09 segundos de vantagem em relação à polaca Kasia Niewiadoma (CANYON//SRAM zondacrypto), vencedora da prova em 2024.
Pauline Ferrand-Prévot triunfou pela primeira vez na Volta a França. Sob este novo formato da Volta a França feminina, que arrancou em 2022, é a primeira vez que uma francesa consegue arrecadar o troféu de vencedora.
Em entrevista exclusiva à RFI, Daniela Pereira, seleccionadora de Portugal, analisou este Tour Feminino 2025 e o triunfo de Pauline Ferrand-Prévot.
A única ciclista lusófona presente na prova, a brasileira Ana Vitória Magalhães (Movistar Team) terminou no 74° lugar a uma hora 54 minutos e 13 segundos da vencedora da prova.
A neerlandesa Lorena Wiebes (Team SD Worx - Protime) arrecadou a camisola por pontos, a camisola verde, enquanto a suíça Elise Chabbey (FDJ - SUEZ) triunfou na classificação de melhor trepadora.
A melhor jovem foi a neerlandesa Nienke Vinke (Team Picnic PostNL), enquanto a melhor equipa foi a francesa FDJ - SUEZ.
Neste mês de Julho também decorreu a Volta a Portugal feminina com o triunfo final da suíça Jasmin Liechti (NEXETIS). A ciclista de 22 anos terminou com 16 segundos de vantagem em relação à francesa India Grangier (Team Coop - Repsol) e igualmente 16 segundos de vantagem em relação à norte-americana Heidi Franz (Cynisca Cycling).
Ao microfone da RFI, Daniela Pereira, seleccionadora de Portugal, fez uma análise da prova lusa que conta cada vez mais com equipas e atletas estrangeiras, dando um nível internacional à competição.
A RFI também aproveitou para abordar a carreira de Daniela Pereira, antiga ciclista portuguesa, que praticou entre outras modalidades o ciclismo de estrada e o BTT. Mas antes disso, Daniela Pereira, que assumiu agora a selecção portuguesa feminina de ciclismo, abordou esse novo papel.
Por fim, de notar que as três maiores Voltas em bicicleta, as mais prestigiosas - Vuelta, Giro e Tour -, tiveram três vencedoras diferentes este ano: a neerlandesa Demi Vollering (FDJ - SUEZ) venceu a Vuelta em Espanha, a italiana Elisa Longo Borghini (UAE Team ADQ) triunfou no Giro na Itália, enquanto a francesa Pauline Ferrand-Prévot (Team Visma | Lease a Bike) arrecadou o Tour de France Femmes avec Zwift em território gaulês.