Inês Gama: «Foi uma surpresa ver a Inglaterra vencer o Euro de futebol feminino»
01 August 2025

Inês Gama: «Foi uma surpresa ver a Inglaterra vencer o Euro de futebol feminino»

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O futebol feminino esteve ao rubro durante este mês de Julho com duas provas principais: o Euro e o CAN.

A Inglaterra sagrou-se pela segunda vez Campeã da Europa de futebol feminino, derrotando na final a Espanha por 3-1 na marcação das grandes penalidades.

A Inglaterra venceu pela segunda vez na história, e de forma consecutiva, o Campeonato da Europa de futebol feminino.

No Estádio St. Jacob Park, em Basileia, em território suíço, perante 34 203 espectadores, a Inglaterra conseguiu arrecadar o título num jogo muito disputado.

As espanholas abriram o marcador aos 25 minutos com um tento apontado por Mariona Caldentey, que actua nas inglesas do Arsenal.

As inglesas conseguiram empatar aos 56 minutos com um golo marcado por Alessia Russo, que actua igualmente nas britânicas do Arsenal.

O encontro terminou com um empate a uma bola.

As duas nações, após o prolongamento, decidiram o jogo nas grandes penalidades. As inglesas acabaram por levar a melhor e venceram por 3-1.

Segundo título consecutivo para a Inglaterra, e terceiro para a treinadora neerlandesa Sarina Wiegman. A treinadora de sucesso venceu em 2017 com os Países Baixos, primeiro título das neerlandesas, em 2022 com a Inglaterra, primeiro troféu na prova para as inglesas, e em 2025 novamente com a Inglaterra, sendo apenas a segunda nação com a Alemanha a conseguir conservar o título continental.

Em entrevista exclusiva à RFI, Inês Gama, futebolista portuguesa, analisou o triunfo inglês no Europeu.

A Espanha, campeã do Mundo, acabou por ser derrotada pelas inglesas na primeira final europeia para as espanholas.

De notar que em 2023, no Mundial, a Espanha tinha vencido a Inglaterra na final.

Recorde-se que a Alemanha arrecadou o título europeu oito vezes em 14 edições do Euro Feminino.

Quanto à Selecção Portuguesa, que participou pela terceira vez na prova, acabou por ser eliminada na fase de grupos, terminando no último lugar no Grupo B com apenas um ponto.

As portuguesas empataram com a Itália a uma bola, e foram derrotadas pela Espanha por 5-0 e pela Bélgica por 2-1.

Ao microfone da RFI, Inês Gama, atleta portuguesa de 22 anos, fez um balanço da participação de Portugal, e admitiu que seria um sonho disputar um Campeonato da Europa.

A RFI também aproveitou a oportunidade para abordar a carreira de Inês Gama, futebolista lusa que actua no Mount St. Mary’s Mountaineers, nos Estados Unidos.

Inês Gama, futebolista portuguesa de 22 anos, já vestiu as camisolas do Boavista, do Dragon Force, do FC Foz, do Hernâni Gonçalves, do Sporting Clube de Braga e do Vilaverdense em Portugal, bem como do Union University Bulldogs e do Mount St. Mary’s Mountaineers, nos Estados Unidos.

Passamos ao CAN Feminino,

A Nigéria sagrou-se pela décima vez Campeã Africana de futebol feminino, derrotando na final Marrocos por 3-2.

No Estádio Olímpico de Rabat, em território marroquino, a selecção nigeriana conseguiu arrecadar o título num jogo muito disputado.

As marroquinas dominaram a primeira parte e acabaram por apontar dois tentos por Ghizlane Chebbak, a capitã, e por Sanaâ Mssoudy.

Tudo parecia estar bem encaminhado para um primeiro título inédito para Marrocos.

No entanto, na segunda parte, as nigerianas reagiram e conseguiram a reviravolta total no encontro, apontando três golos: Esther Okoronkwo, de grande penalidade, Folashade Ijamilusi e Jennifer Echegini.

O terceiro e último tento foi marcado aos 88 minutos de jogo.

Marrocos, país anfitrião, acabou por perder por 3-2. É a segunda final consecutiva, e em casa, que as marroquinas perdem. Em 2022 foi frente à África do Sul por 2-1.

Quanto à Nigéria triunfou pela décima vez em 13 edições, sendo a selecção com o maior número de triunfos no CAN de futebol feminino.

De referir ainda que o Gana conquistou o terceiro lugar após ter derrotado a África do Sul por 4-3 na marcação das grandes penalidades, isto após o empate a uma bola no fim do tempo regulamentar e do prolongamento.

De notar que a nigeriana Rasheedat Ajibade foi eleita melhor jogadora do torneio, enquanto a compatriota Chiamaka Nnadozie foi eleita a melhor guarda-redes.

A melhor marcadora com cinco golos foi a marroquina Ghizlane Chebbak, enquanto o melhor treinador foi o nigeriano Justine Madugu.

O prémio do Fair-Play foi para a África do Sul.