24 January 2022

Apocaligrafo Capitulo 3 - João Carlos Monteiro Moreira

João Carlos Montero Moreira

Os governantes por esse mundo fora, foram chamados a tomar uma decisão muito difícil por todos nós, a escolha entre dois males enormes e hediondos, sabendo que seja qual for a decisão que tomem implicará sempre morte, sofrimento e devastação, mas em graus diferentes.

O que deles esperamos e exigimos, é que avaliem e antecipem o grau de impacto das suas escolhas e optem pela decisão menos má. Na presença de dois males, a escolha sensata deveria sempre recair sobre o mal menor, o que não foi o caso.

A história não tardará muito tempo em nos demonstrar a todos, o logro a que a humanidade foi sujeita. Os estados de emergência, calamidade, e afins que por praticamente em todos os países foram impostos aos cidadãos, além de não evitarem mortes, pelo contrário, até as aumentaram! Como é factual e comprovável.

Mas acima de tudo destruíram o nosso futuro como o conhecíamos e perspectivávamos, e até nos destruíram a nós.

24 January 2022

Apocaligrafo Capítulo 2

João Carlos Monteiro Moreira

Embusteiro.

Sem querer querendo, quiseste enganar.

Na verdade mentindo ficaste a pensar.

Tua mão jogaste fingindo agarrar.

Desamparado caí, nem quiseste teimar.

Ousaste saber os segredos da gente.

A verdade disfarças o engano desmente.

Nos reveses da vida tão pouco medito.

Eu sei que não sei e por isso acredito.

Saúdas o crente que mal não infere.

Pensas por ele e ele nem se apercebe.

A semente plantada o fruto dará.

Daninha a erva o consumirá.

Caminhas à chuva, disfarças o choro.

Prantos uivados te pedem namoro.

Sabes que tens mas tomas do outro.

Tamanho desplante tão fraco decoro.

Levantas alertas instauras o medo.

Persegues infantes, atormentas o velho.

No campo dos fracos disputas os pontos.

Dos fortes tu foges, parecem leprosos.

Bandeiras, cores, praças, nações.

Umbigo do mundo agora e depois.

O degredo do verbo adultera razões.

A crença do casto é o pasto dos bois.

Que triste te sentes, na tua condição.

Teu ego não dorme nem pede perdão.

Bem sei que tu sabes, que sabes que eu sei.

Fingimos os dois o embuste é o rei!.

Se tua intenção não foi enganar?.

Por que raio o fazes? Não te pois no lugar?.

Um dia eu me canso, a fé em ti cairá.

Não me peças desculpas, pois perdão não há!.

24 January 2022

Apocalígrafo. João Carlos Monteiro Moreira.

João Carlos Monteiro Moreira

Apocalígrafo.

Anos passados, memória perdida.

A junta domada, o carro puxava.

Sem rubor na face dos que enganam.

Renegam a vida, devassam a alma.

Erigida a torre ao longe avistada.

Tão grande é o feito, tão farta a mirada.

Aceitas calado a verdade mudada.

No mundo não há matéria para nada.

Recebem louvores, dádivas e honras.

O orgulho do pobre alimenta o carrasco.

No braço ao alto o machado pungente.

Cai sobre o réu, a justiça desmente!.

Os ardinas da morte te vendem querer.

Tu compras, não lês, mas ficas a ver.

O teu ego ferido de tanta inveja.

Educas teu filho, esperas que seja.

Milhões acatam as normas ditadas.

Ao engano sucumbem, felizes se fazem.

Parece que vivem, parece que gozam.

Não mostram a fome, não podem, não sabem.

Inclemente a fé, com quem dela cuidou.

No altar divino, fingindo inclinou.

Promessas vãs ao nosso morrer.

Cansados no peito de tanto bater.

Perdidos na noite dos tempos de hoje.

Parados relógios esperando o porvir.

Choram as mães dos filhos das outras.

Tamanha é a sorte, tamanho o sentir.

O quinhão guardado foi perdido a propósito.

Não fosse o garante do culto iletrado.

A raiva supera a bondade obrigada.

Embrutece o justo, assassina o santo, o penitente escarna.

Ao rubro a cor do lume apagado.

Que vive ardendo no fogo pinchado.

Pensavas que certo estavas na vida.

Sozinho feneces, estavas errado!.

Estuporada a seita.

A ordem vai em declínio.

"A pérfida soltou-se" gritaram!.