Skip to content
Opens in a new window
Listen to this chapter • 5:34

[1] “Ó Israel”, diz o Senhor, “se quisesse, poderia voltar para mim. Poderia jogar fora seus ídolos detestáveis e nunca mais se desviar.

[2] Quando jurasse por meu nome e dissesse: ‘Tão certo como vive o Senhor’, poderia fazê-lo em verdade, justiça e retidão. Então você seria uma bênção para as nações do mundo, e todos os povos viriam e louvariam meu nome.”

[3] Assim diz o Senhor ao povo de Judá e de Jerusalém: “Passem o arado na terra endurecida! Não desperdicem sementes entre os espinhos!

[4] Ó povo de Judá e habitantes de Jerusalém, removam os obstáculos de seu coração e mudem sua atitude perante o Senhor. Do contrário, por causa de seus pecados, minha ira arderá como fogo que ninguém pode apagar.

[5] “Anunciem em Judá e proclamem em Jerusalém! Mandem tocar a trombeta em toda a terra e avisem: ‘Reúnam-se! Corram para as cidades fortificadas!’.

[6] Levantem a bandeira para advertir Sião: ‘Fujam agora mesmo! Não demorem!’. Pois, do norte, trago sobre vocês terrível destruição!”.

[7] Um leão saiu de seu abrigo, um destruidor de nações. Saiu de sua toca e se encaminha até vocês; ele devastará sua terra. Suas cidades serão arruinadas, e ninguém viverá nelas.

[8] Portanto, vistam roupas de luto, chorem e lamentem, pois a ira ardente do Senhor ainda está sobre nós.

[9] “Naquele dia”, diz o Senhor, “os reis e os oficiais estremecerão de medo. Os sacerdotes ficarão horrorizados, e os profetas, espantados.”

[10] Então eu disse: “Ó Soberano Senhor, o povo foi enganado por aquilo que disseste, pois prometeste paz a Jerusalém, mas a espada está em nossa garganta!”.

[11] Naquele dia, o Senhor dirá ao povo de Jerusalém: “Meu povo querido, do deserto sopra um vento abrasador, e não uma brisa suave para separar a palha dos cereais.

[12] É uma rajada violenta, que eu enviei; agora pronunciarei sua sentença”.

[13] Os inimigos avançam sobre nós como nuvens de tempestade; seus carros de guerra são como vendavais, seus cavalos, mais velozes que águias. Que terrível será! Estamos perdidos!

[14] Ó Jerusalém, purifique seu coração, para que seja salva. Até quando abrigará pensamentos malignos?

[15] Sua destruição foi anunciada desde Dã até a região montanhosa de Efraim.

[16] “Avisem as nações ao redor e anunciem a Jerusalém: Os inimigos vêm de uma terra distante e dão gritos de guerra contra as cidades de Judá.

[17] Cercam Jerusalém como guardas ao redor de um campo, pois meu povo se rebelou contra mim”, diz o Senhor.

[18] “Suas próprias ações trouxeram isso sobre vocês; é um castigo amargo, que atinge o seu coração!”

[19] Meu coração, meu coração! Estou me contorcendo de dor! Meu coração bate forte dentro de mim; não consigo me aquietar! Pois ouvi o som das trombetas dos inimigos e o rugido de seus gritos de guerra.

[20] Ondas de destruição cobrem a terra, até deixá-la inteiramente desolada. De repente, minhas tendas foram destruídas; meus abrigos foram derrubados num instante.

[21] Até quando terei de ver as bandeiras e ouvir o som das trombetas?

[22] “Meu povo é tolo e não me conhece”, diz o Senhor. “São crianças sem juízo, que não entendem coisa alguma. São astutos para fazer o mal, mas não têm ideia de como fazer o bem.”

[23] Olhei para a terra, e ela estava sem forma e vazia; olhei para os céus, e não havia luz alguma.

[24] Olhei para os montes e para as colinas, e eles estremeciam e balançavam.

[25] Olhei, e todo o povo tinha desaparecido; as aves do céu voaram para longe.

[26] Olhei, e os campos férteis haviam se transformado em deserto; as cidades estavam em ruínas, por causa da ira ardente do Senhor.

[27] Assim diz o Senhor: “Toda a terra será devastada, mas não a destruirei por completo.

[28] A terra lamentará e os céus escurecerão, por causa de meu decreto contra meu povo; estou decidido e não voltarei atrás”.

[29] Ao som de cavaleiros e arqueiros, os habitantes da cidade fogem. Escondem-se entre os arbustos e correm para os montes. Todas as cidades foram abandonadas; não resta uma pessoa sequer!

[30] O que você está fazendo, cidade devastada? Por que se veste com belas roupas e põe joias de ouro? Por que pinta os olhos? De nada adiantará enfeitar-se toda! Seus aliados, que eram seus amantes, a desprezam e tentam matá-la.

[31] Ouço gritos, como os da mulher em trabalho de parto, gemidos de quem dá à luz o primeiro filho. É a bela Sião, que grita ofegante: “Socorro, estão me matando!”.

Jeremias — Chapters