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[1] Em 21 de junho, no décimo primeiro ano do exílio do rei Joaquim, recebi esta mensagem do Senhor.

[2] “Filho do homem, transmita esta mensagem ao faraó, rei do Egito, e a todas as suas multidões: “Quem é comparável a você em grandeza?

[3] Veja a poderosa Assíria, que antes era como um cedro do Líbano, com lindos ramos que davam muita sombra e cujo topo alcançava as nuvens.

[4] Fontes profundas o regavam e o faziam crescer e ficar viçoso. A água corria à sua volta como um rio e fluía para todas as árvores do campo.

[5] Elevou-se acima de todas as árvores que havia ao seu redor. Cresceu e deu ramos longos e espessos, pela fartura de água em suas raízes.

[6] As aves se aninhavam em seus ramos, e os animais selvagens davam crias à sua sombra. Todas as grandes nações do mundo viviam sob seus galhos.

[7] Era forte e belo, com ramos amplos, que se espalhavam, pois suas raízes eram profundas e chegavam às fontes de água.

[8] Nenhum outro cedro no jardim de Deus se comparava a ele. Nenhum cipreste tinha ramos como os dele, nenhum plátano tinha galhos semelhantes. Nenhuma árvore no jardim de Deus era tão bela quanto ele.

[9] Fiz esse cedro tão lindo e lhe dei folhagem tão magnífica que ele era motivo de inveja de todas as árvores do Éden, o jardim de Deus.

[10] “Portanto, assim diz o Senhor Soberano: Porque o Egito se tornou orgulhoso e arrogante e se elevou tanto acima dos outros, e seu topo chegou até as nuvens,

[11] eu o entregarei a uma nação poderosa que lhe dará o que merece por sua maldade. Sim, eu já o rejeitei.

[12] Um exército estrangeiro, o terror das nações, o derrubou e o deixou caído no chão. Seus ramos estão espalhados entre os montes e os vales da terra, e todos que viviam à sua sombra foram embora e o deixaram ali jogado.

[13] “As aves pousam em seu tronco caído, e os animais selvagens descansam entre seus ramos.

[14] Que nenhuma árvore de outra nação exulte com orgulho de sua prosperidade, ainda que seja mais alta que as nuvens e muito bem regada. Pois todas estão condenadas a morrer, a descer às profundezas da terra. Cairão na cova com todo o resto do mundo.

[15] “Assim diz o Senhor Soberano: Quando a Assíria desceu à sepultura, fiz as fontes profundas ficarem de luto. Detive o curso de seus rios e sequei suas muitas águas. Vesti o Líbano de preto e fiz as árvores do campo murcharem.

[16] Fiz as nações tremerem de medo ao som de sua queda, pois a enviei para a sepultura junto com todos que descem à cova. E todas as outras árvores do Éden, as mais belas e excelentes do Líbano, aquelas cujas raízes descem até as águas profundas, se consolaram nas profundezas da terra.

[17] Seus aliados também foram todos destruídos e morreram. Todas as nações que tinham vivido à sua sombra desceram à sepultura.

[18] “Ó Egito, a qual dessas árvores do Éden você comparará sua força e sua glória? Você também será lançado nas profundezas, junto com todas essas nações. Ficará caído no meio dos rejeitados que morreram à espada. Esse será o destino do faraó e de todas as suas multidões. Eu, o Senhor Soberano, falei!”.

Ezequiel — Chapters