[1] O destruidor vai atacar a cidade de Nínive. Ponham guardas nas torres e vigiem as estradas. Chamem todos os soldados e preparem-se para lutar.
[2] O Senhor Deus vai fazer voltar a glória do povo de Israel; mais uma vez a nação será o que era antes que os inimigos levassem tudo embora e deixassem o país como uma árvore sem galhos.
[3] Os soldados inimigos carregam escudos vermelhos, e os seus uniformes são vermelhos também. Eles se preparam para atacar Nínive. Os seus carros de guerra brilham como fogo, e os cavalos estão impacientes.
[4] Os carros de guerra correm rápidos pelas ruas e cruzam as praças em todas as direções. Parecem tochas acesas, correm como relâmpagos.
[5] O comandante inimigo dá ordem aos seus oficiais; eles correm até a muralha da cidade e, na sua corrida, empurram uns aos outros. Eles armam barreiras para se protegerem .
[6] Abrem-se as comportas do rio, e no palácio reina o terror.
[7] A imagem da deusa é levada embora, e as suas sacerdotisas a acompanham chorando; elas gemem como pombas e batem no peito em sinal de tristeza.
[8] O povo de Nínive foge como água que escapa de uma represa. “Parem! Parem!” — alguém grita, mas ninguém para de fugir.
[9] Peguem a prata! Levem o ouro! A cidade está cheia de riquezas, há milhares de objetos de valor.
[10] Nínive: destruída, deserta, despovoada! Corações cheios de medo, joelhos tremendo, rostos pálidos; todos perdem as forças.
[11] O que aconteceu com a cidade que era como uma cova de leões? Ali os leõezinhos recebiam comida; os leões e os seus filhotes viviam seguros, e ninguém os espantava.
[12] O leão matava algum animal e o repartia com a leoa e os filhotes; a cova ficava cheia de animais mortos.
[13] O Senhor Todo-Poderoso diz o seguinte ao povo de Nínive: — Eu estou contra vocês. Vou queimar os seus carros de guerra, e os seus soldados morrerão na batalha. Levarei embora tudo o que vocês roubaram dos outros, e nunca mais os seus embaixadores irão para outros países.