[1] Ai de Jerusalém, o altar de Deus , a cidade onde o rei Davi armou o seu acampamento! Deixem passar alguns anos com as suas festas religiosas,
[2] e então Deus castigará a cidade que se chama “O Altar de Deus”. Os seus moradores chorarão e se lamentarão; a cidade ficará parecendo um altar coberto de sangue.
[3] Deus enviará um exército para atacar a cidade; os soldados inimigos a cercarão e levantarão rampas de ataque contra as muralhas.
[4] A cidade será arrasada, e os seus moradores ficarão caídos no chão; falarão como se fossem espíritos, cochichando e murmurando como fantasmas.
[5] Mas, de repente, num instante, o Senhor Todo-Poderoso atacará os inimigos, aquela multidão de estrangeiros. Com trovões, terremotos e estrondos, com ventanias, tempestades e fogo devorador, ele fará os inimigos virarem um pó fino; eles serão como a palha que o vento carrega.
[7] Aí todos os inimigos que estiverem atacando “O Altar de Deus”, todos os exércitos que estiverem cercando a cidade com rampas de ataque desaparecerão como se fossem um sonho ou uma visão.
[8] Todas as nações que atacarem o monte Sião serão como um homem faminto que sonha que está comendo e acorda ainda com fome; serão como uma pessoa sedenta que sonha que está bebendo água e acorda ainda com sede.
[9] Continuem sendo tolos, se quiserem! Continuem cegos, se preferirem! E, sem terem tomado vinho ou cerveja, fiquem bêbados e andem por aí tontos.
[10] Pois o Senhor Deus fez com que vocês caíssem num sono profundo; ele cobriu as cabeças de vocês e fechou os seus olhos. As cabeças e os olhos são os profetas, que não veem as visões que Deus envia.
[11] Agora, para vocês, todas as visões são como se fossem uma mensagem escrita num livro fechado e lacrado. Se levarem o livro para alguém que sabe ler e pedirem que leia a mensagem, a pessoa dirá: “Não posso; o livro está lacrado.”
[12] E, se pedirem a alguém que não sabe ler, a pessoa dirá: “Não sei ler.”
[13] O Senhor diz: “Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A religião que eles praticam não passa de doutrinas e ensinamentos humanos que eles só sabem repetir de cor.
[14] Por isso, mais uma vez vou deixar esse povo espantado com as coisas estranhas e terríveis que farei no meio dele. Com toda a sua sabedoria, os seus sábios não poderão explicá-las, e o conhecimento dos que são instruídos não adiantará nada.”
[15] Ai dos que escondem os seus planos do Senhor, que fazem as suas maldades na escuridão e dizem: “Ninguém nos pode ver! Ninguém sabe o que estamos fazendo!”
[16] Vocês invertem as coisas, como se o barro valesse mais do que o oleiro! O pote não vai dizer ao homem que o fez: “Você não me fez.” Uma vasilha não dirá ao oleiro: “Você não sabe o que está fazendo.”
[17] Daqui a pouco, as matas virgens vão virar jardins, e os jardins voltarão a ser mato.
[18] Naquele dia, os surdos ouvirão a mensagem que será lida no livro fechado e lacrado, e os cegos ficarão livres da escuridão e poderão ver.
[19] O Senhor dará alegria aos necessitados, o Santo Deus de Israel fará com que os pobres fiquem alegres.
[20] Pois Deus acabará com os que exploram o seu povo; os que zombam de Deus serão destruídos, e os que fazem planos para prejudicar os outros desaparecerão.
[21] Deus acabará com os que acusam os outros falsamente; acabará com os que procuram enganar os juízes e com os que, por meio de mentiras, conseguem que os inocentes sejam condenados.
[22] Portanto, o Senhor, que livrou Abraão de perigos, diz o seguinte a respeito do povo de Israel: “O meu povo não ficará desiludido outra vez, eles nunca mais sentirão vergonha.
[23] Pois, quando virem o que vou fazer no meio deles, confessarão que o meu nome é santo, reconhecerão que eu sou o Santo Deus de Israel e me temerão.
[24] Então os que perderam o juízo se tornarão sábios, e os que se revoltaram contra mim aceitarão os meus ensinamentos.”