Skip to content
Opens in a new window
Listen to this chapter • 7:26

[1] Então o rei Salomão exclamou: «Ó SENHOR, tu disseste que desejas habitar na escuridão,

[2] por isso, construí para ti um templo grandioso, um lugar para lá habitares sempre.»

[3] Depois Salomão voltou-se para a assembleia que estava de pé, abençoou-a

[4] e falou-lhe deste modo: «Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que cumpriu o que prometeu a meu pai, David, quando lhe disse:

[5] “Desde o dia em que fiz sair o meu povo do Egipto, eu não escolhi nenhuma cidade entre as tribos de Israel para lá construir um templo, a fim de nele habitar, nem designei nenhum homem para ser o chefe de Israel, meu povo.

[6] Mas escolhi Jerusalém para ser o meu santuário e escolhi-te a ti, David, para governares o meu povo.”

[7] David, meu pai, já teve a intenção de construir um templo para o SENHOR, Deus de Israel,

[8] mas o SENHOR disse-lhe: “Tiveste a feliz ideia de me construir um templo,

[9] mas não serás tu a construí-lo; será o filho que te há-de nascer quem mo há-de construir.”

[10] O SENHOR cumpriu a sua promessa. Sucedi a meu pai, David, como rei de Israel, tal como o SENHOR disse, e construí o templo para o SENHOR, Deus de Israel.

[11] Foi lá que pus a arca com o documento da aliança que o SENHOR estabeleceu com Israel.»

[12] Depois Salomão pôs-se de pé, diante do altar do SENHOR, na presença de toda a assembleia de Israel e ergueu as mãos em oração.

[13] Estava de pé sobre um estrado de bronze que tinha mandado fazer e colocar no meio do átrio principal. Media dois metros e meio tanto de largura como de comprimento e tinha metro e meio de altura. Salomão subiu para o estrado, ajoelhou-se na presença de toda a assembleia de Israel e levantou as mãos para o céu em oração,

[14] dizendo: «Ó SENHOR, Deus de Israel, não há outro deus como tu, nem no céu nem na terra! Tu manténs a tua aliança e a tua bondade para com aqueles que te servem e se comportam com toda a fidelidade para contigo.

[15] Cumpriste o que prometeste a David, meu pai. Hoje mesmo realizaste o que prometeste.

[16] Por isso, cumpre também agora a outra promessa que fizeste a meu pai, David, teu servo. Prometeste-lhe que haveria sempre um herdeiro seu a reinar em Israel, contanto que os seus descendentes observassem fielmente a lei do SENHOR como David o fez.

[17] Portanto, ó SENHOR, Deus de Israel, cumpre agora esta promessa feita ao teu servo David.

[18] Mas poderá realmente Deus habitar na terra com os homens? Se o céu, com toda a sua imensidão, não pode conter-te, muito menos este templo que eu te construí!

[19] Apesar disso, SENHOR, meu Deus, atende à minha oração e à minha súplica; escuta o pedido que eu te faço.

[20] Que os teus olhos vigiem dia e noite sobre este templo, pois é este o lugar onde disseste que estarias presente. Escuta a súplica deste teu servo

[21] e as súplicas de Israel, teu povo, quando orar neste lugar. Lá do céu, onde habitas, ó SENHOR, escuta-nos e perdoa-nos.

[22] Se alguém pecar contra o seu próximo e for obrigado a vir jurar diante do teu altar, neste templo,

[23] escuta-o lá do céu. Faz justiça aos teus servos; faz recair sobre o culpado o peso da sua falta e faz com que seja reconhecida a inocência daquele que não tem culpa.

[24] Se os israelitas forem vencidos pelos inimigos, por terem pecado contra ti, e depois se converterem e te louvarem; se vierem fazer oração e pedir-te perdão neste templo,

[25] ó SENHOR, escuta-os lá dos céus. Perdoa-lhes o seu pecado e faz com que o teu povo volte para a terra que lhes deste a eles e outrora aos seus antepassados.

[26] Se o céu se fechar e não cair chuva, porque os israelitas pecaram contra ti, mas eles vierem a este lugar para te louvarem; se eles se arrependerem do seu pecado, por causa do teu castigo,

[27] escuta-os lá do céu e perdoa o seu pecado, pois são os teus servos e o teu povo. Ensina-lhes o bom caminho, que devem seguir, e faz cair a chuva sobre esta terra que é tua e que deste ao teu povo como herança familiar.

[28] Se o país for atingido pela fome ou pela peste e se as plantas forem atacadas pela ferrugem, pela moléstia, pelos gafanhotos ou pela lagarta, ou se os inimigos cercarem as cidades do país, ou se houver alguma catástrofe ou qualquer epidemia,

[29] nesses casos, sempre que alguém ou todo o povo te dirigir uma súplica neste templo reconhecendo o seu pecado e a sua desgraça e levantando as mãos para ti,

[30] ó SENHOR, escuta-os lá do céu, onde habitas, e perdoa-lhes. Trata cada um conforme as suas intenções, pois só tu conheces as intenções e o coração dos homens.

[31] Dessa forma, eles hão-de respeitar-te e seguir os teus caminhos, enquanto viverem nesta terra que deste aos nossos antepassados.

[32] Se um estrangeiro, que não pertence ao teu povo, vem de um país distante, atraído pela tua fama e por ter chegado a toda a parte a grande fama dos teus feitos e do teu poder, quando vier orar voltado para este templo,

[33] ó SENHOR, escuta-o lá do céu onde habitas e concede-lhe o que ele pede. E assim todos os povos da terra te conhecerão e aprenderão a respeitar-te como faz Israel, teu povo. Ficarão a saber que este templo que eu te construí é o teu santuário.

[34] Se o teu povo entrar em guerra contra os seus inimigos, para onde quer que tu o envies, se te dirigir a oração, voltando-se para esta cidade que tu escolheste e para este templo que eu te construí,

[35] escuta lá do céu a sua oração e a sua súplica e faz-lhe justiça.

[36] Poderá, às vezes, acontecer que os israelitas pequem contra ti, pois não há ninguém que não peque, e que tu te irrites e os entregues aos seus inimigos, para os levarem prisioneiros para outros países, próximos ou distantes.

[37] Se no país para onde forem desterrados se arrependerem e se converterem e se disserem: “Nós pecámos, nós praticámos o mal”;

[38] se eles te pedirem perdão com todo o seu coração e a sua alma, lá no país do seu cativeiro; e se em oração se voltarem para este país, que deste aos seus antepassados, e para este templo que eu construí,

[39] escuta lá do céu, onde habitas, as suas orações e as suas súplicas. Faz-lhes justiça e perdoa-lhes, por terem pecado contra ti.

[40] Ó SENHOR meu Deus, que os teus olhos estejam vigilantes e os teus ouvidos atentos às orações feitas neste lugar.

[41] E agora SENHOR, meu Deus, vem habitar nesta tua morada, tu e a arca, onde reside o teu poder. Que os teus sacerdotes se revistam de salvação e que os teus fiéis gozem de prosperidade.

[42] Ó SENHOR Deus, não abandones o rei que tu escolheste. Lembra-te dos favores que concedeste a David, teu servo.»

Segundo Livro Das Crónicas — Chapters