Skip to content
Opens in a new window
Listen to this chapter • 5:15

[1] Aconteceu que, ao entrar ele num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando.

[2] Ora, diante dele se achava um homem hidrópico.

[3] Então, Jesus, dirigindo-se aos intérpretes da Lei e aos fariseus, perguntou-lhes: É ou não é lícito curar no sábado?

[4] Eles, porém, nada disseram. E, tomando-o, o curou e o despediu.

[5] A seguir, lhes perguntou: Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?

[6] A isto nada puderam responder.

[7] Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:

[8] Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu,

[9] vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar.

[10] Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas.

[11] Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.

[12] Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado.

[13] Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;

[14] e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.

[15] Ora, ouvindo tais palavras, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus.

[16] Ele, porém, respondeu: Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos.

[17] À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado.

[18] Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado.

[19] Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado.

[20] E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir.

[21] Voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.

[22] Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar.

[23] Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa.

[24] Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

[25] Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse:

[26] Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

[27] E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

[28] Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

[29] Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

[30] dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

[31] Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

[32] Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

[33] Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

[34] O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor?

[35] Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

S_Lucas — Chapters