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Rock.

Metal.

E outros estilos.

Vozes: As 50 maiores da história do Rock.

Listas, em sua grande maioria, são extremamente controversas, pois, geralmente, não há padronização, no que tange aos critérios adotados.

A lista a seguir visa elencar as 50 maiores vozes da história do rock, levando em consideração, não só técnica vocal, como também, a relevância e a influência que os presentes cantores têm e/ou tiveram na história do rock.

Confira a lista completa:

1) Freddie Mercury

2) Robert Plant

3) Ronnie James Dio

4) Rob Halford

5) David Coverdale

6) Glenn Hughes

7) Bruce Dickinson

8) Ian Gillan

9) Miljenko Matijevic

10) Michael Kiske

11) Klaus Meine

12) Steven Tyler

13) Steve Perry

14) Geddy Lee

15) Geoff Tate

16) Mike Patton

17) Roger Daltrey

18) Dan McCafferty

19) Bon Scott

20) Elvis Presley

21) John Fogerty

22) Paul Stanley

23) Udo Dirkschneider

24) Brad Delp

25) Lou Gramm

26) Sammy Hagar

27) Rod Stewart

28) Chris Cornell

29) Fabio Lione

30) Michael Sweet

31) Russell Allen

32) Paul McCartney

33) Little Richard

34) Tarja Turunen

35) Jeff Scott Soto

36) Axl Rose

37) Andre Matos

38) Layne Staley

39) Jeff Buckley

40) Sebastian Bach

41) King Diamond

42) Janis Joplin

43) Eddie Vedder

44) Steve Walsh

45) Gary Cherone

46) Ian Anderson

47) Joan Jett

48) Jim Morrison

49) Amy Lee

50) Ian Astbury

Fascínio pelo terror: Cinco bandas que dão medo

Existem muitas teorias e debates sobre as razões por trás do estranho fascínio que nós temos pelo terror. É difícil explicar, mas há uma satisfação muito peculiar em poder experienciar massacres sanguinolentos, assombrações, monstros inimagináveis e todo tipo de insanidades horrendas no ambiente seguro de um filme, um livro ou um game do gênero. O medo é uma parte muito intrigante da natureza humana, e a ficção é um jeito saudável de explorar, entender e lidar com o lado negro que existe em todos nós.

E por mais que outros gêneros tenham seus representantes, é no rock que as coisas ficam realmente medonhas. Seja por meio de letras, de estética, de performances de palco ou simplesmente de um comportamento maníaco natural, certas bandas nunca falham em instaurar o horror em nossos corações. Hoje, eu confesso para você as cinco bandas mais assustadoras de todos os tempos. Aquelas que mais me dão medinho. Aqueles que fazem as máscaras do Slipknot, a maquiagem de Marilyn Manson e os shows de Ghost B.C. parecerem até normais. Pegue sua fraldinha e confira.

MENÇÃO HONROSA: BLACK SABBATH

Você já deve saber da lenda de como o Black Sabbath ganhou seu nome, e se você pertence ao lado trüe da força, provavelmente conhece muito mais detalhes e momentos assustadores da banda do que eu. Sendo assim, eu vou contar minha própria historinha.

Um dos melhores CDs que meu pai tem em sua pequena coleção é o The Ozzman Cometh. Apesar de ser uma coletânea da carreira solo do Ozzy, ele também tem alguns dos grandes sucessos do Sabão Preto, como War Pigs e Paranoid. Desde bem pequena, eu gostava quando ele ouvia este CD: ele tem as divertidonas Crazy Train e Bark at the Moon, e algumas ótimas baladas como Goodbye to Romance e Mama, I’m Coming Home, que eu sempre achei muito bonitas. Mas tinha um momento específico do CD que eu implorava para que ele pulasse, ou então fugia para a casa da minha tia só para não ouvir: Mr. Crowley. Não era nem a música em si, mas aquela introdução, com o órgão, que simplesmente me aterrorizava.

Mal sabia eu que havia uma faixa ainda pior naquele CD que eu só fui descobrir depois que cresci e fui ouvi-lo por minha conta: a própria, a lendária Black Sabbath. Ao me deparar com uma música estranha logo no começo daquele disco tão familiar, percebi que mesmo meu pai sempre começava a ouvir pela faixa dois, de tão creepy que esta música é. O que só piorou quando eu passei a entender também a letra. Black Sabbath, principalmente na versão demo (trocadilho não intencional), onde a voz do Ozzy soa ainda mais transtornada, me arrepia até hoje.

5 - MISFITS

O Misfits foi outro susto. Uns bons anos atrás, quando eu tinha acabado de descobrir o punk e estava devorando tudo o que via do gênero, alguns álbuns do Misfits estavam entre os muitos que eu fui buscar na Argentina. Nas primeiras ouvidas, eles me pareceram especialmente simpáticos e, ouso dizer, até fofos. Eu tinha visto os penteados e as capas dos discos, que mais pareciam pôsteres de filmes B, mas assumi que fosse só mais uma dessas bandas divertidonas que usam esse tipo de estética para dizer "gente, olhem como eu sou malvadinho". Já tinha acontecido quando eu conheci o The Cramps, então achei que fosse o caso outra vez.

Parece ridículo, mas ouça a clássica Last Caress. Parece só uma faixa Punk muito da digna, com um vocal gostoso de ouvir, um refrão grudento e uma influência de Rockabilly que cai muito bem. Até que, como aconteceu comigo na época, você preste atenção na letra. "Peraí, ele acabou de dizer ‘eu estuprei sua mãe hoje’? Que diabos eu estou ouvindo?", você pensa.

E esta não é nem de longe a pior letra deles. Tem músicas sobre todo tipo de atrocidade: arrancar a cabeça de menininhas e colocá-las na parede, enfiar um machado na cabeça da sua amada, rola até zumbis estupradores do espaço! Mas tudo muito bem disfarçado em melodias e vocais bonitinhos:

Se fosse algo tipo Cannibal Corpse, que você pode facilmente ignorar a letra porque não dá para entender nada mesmo, ok. Mas com Misfits, além de entender as letras, dá uma enorme vontade de cantar junto, e acompanhar com palminhas ou estalando os dedos.

Nada mais creepy que zumbis psicopatas que parecem tão contentes enquanto descrevem cenas horrendas em detalhes. Mas as músicas são tão legais que eu acabei superando as letras sórdidas e abracei meu gosto pela banda. No último dia das bruxas, eu até usei a faixa Halloween numa atividade especial para meus alunos de inglês. Imagina como foi bonitinho um grupo de crianças de 11, 12 anos cantando em coro sobre gatos mortos pendurados em postes. -

4 - ALICE COOPER

Só de ler o título da lista você provavelmente já deduziu que Alice Cooper seria citado. Ele foi o pioneiro que inspirou e influenciou tantos outros artistas que dão medinho. Até mesmo aqueles que nos assustam por motivos completamente diferentes, como Jello Biafra e Johnny Rotten. Além de sua icônica maquiagem e figurino, os shows do tio Alice contam com números singelos envolvendo cadeiras elétricas, forcas, brinquedos estranhos, cobras, a famosa guilhotina e muito, muito sangue falso.

O objetivo sempre foi escandalizar mesmo. "Eu criei o Alice por necessidade. Olhei em volta no Rock and Roll, no fim dos anos 60, e senti que não havia um vilão. Não havia uma personificação do mal", ele mesmo contou. "Onde está este cara que entra no palco e faz todo mundo dar um passo atrás? Foi para isso que o Alice surgiu". Como naquela época a divulgação vinha principalmente dos comentários do próprio público, as histórias de suas performances horrendas rapidamente viraram lendas, e suas turnês chegaram a ser banidas algumas vezes.

Agora, todo mundo já sabe que isso é só teatro. Ele realmente teve um período dark, mas não teve a ver com o personagem, mas sim com o alcoolismo. Ele chegou a ir para a reabilitação, numa instituição que posteriormente inspirou o álbum From The Inside. Mas com a ajuda de sua esposa Sheryl – que ainda está com ele, depois de quase 30 anos – ele eventualmente superou este problema. No fim ele é um tiozinho super legal, que trata bem seus fãs, convida jornalistas para serem figurantes zumbis em seus shows e até hoje paga royalties para seus ex-colegas, por ter seguido usando o nome que era da banda em sua carreira solo. Ele inclusive é religioso, por incrível que pareça.

Mas mesmo que as coisas que ele faz não sejam mais tão chocantes para nós quanto eram nos anos 70, e que grande parte de sua obra seja tão comédia quanto terror, nada muda o fato de que seus álbuns conceituais contam histórias realmente creepy, e que algumas de suas músicas são genuinamente esquisitas, dessas que se evita ouvir depois do pôr do sol.

3 - ROB ZOMBIE

Um dos muitos fãs ilustres do item anterior, este é um verdadeiro especialista em coisas que dão medinho. Além de sua banda White Zombie e de sua prolífica carreira solo, onde ele escreve e canta sobre zumbis, bruxas, demônios, fantasmas, serial killers e outras bizarrices, ele ainda é diretor de respeitados filmes de Terror como Rejeitados Pelo Diabo e o remake de Halloween. A qualidade de seus filmes é discutível, mas é fato que ele é ótimo em criar cenas que parecem pesadelos ou números de freak show.

Mas assim como o tio Alice é na verdade um fofo, e que Marilyn Manson é um cara bastante inteligente, Rob também tem um lado menos medonho que é possível achar se você olhar mais de perto. No fim o zumbi roqueiro é só um fanboy apaixonado por filmes antigos de Terror. Ele também fez um dos trailers falsos de Grindhouse, escreveu uma HQ e fez pontas na dublagem de cartoons como Liga da Justiça Sem Limites. Ainda assim, ele parece uma versão turbinada e (ainda mais) from hell do Alan Moore, e convenhamos que isso soa bem assustador.

2 - MERCYFUL FATE

Convenhamos, Black Metal dá medo. Além dos motivos óbvios, como o corpse paint, os temas satânicos e/ou pagãos, as sombrias florestas norueguesas, os logotipos ininteligíveis e o hábito de queimar igrejas, ainda tem o fato de que essa cena é lar de muitos dos indivíduos mais insanos da música.

Varg Vikernes do Burzum, por exemplo, carinhosamente apelidado aqui no DELFOS como "assassino do Black Metal", matou outro músico conhecido como Euronymous, do Mayhem, e não pareceu muito arrependido quando foi preso. E o próprio Euronymous, que por sua vez, já era famoso por ter usado uma foto do cadáver de seu vocalista, que cometeu suicídio, como capa de um álbum. É cada história mais tenebrosa que a anterior, parece coisa de filme de terror "baseado em fatos reais".

Mas como essa lista trata de bandas que sabem aterrorizar, e não sobre maníacos que por acaso também tocam em bandas, resolvi ceder a medalha de prata para uma banda que, embora não seja Black Metal, também é de importância inestimável para essa vertente mais extrema do Metal: o Mercyful Fate. Graças a seu tremendíssimo vocalista King Diamond, o Mercyful Fate tem o pacote completo: as letras satânicas, as introduções assustadoras, o corpse paint e as caretas, as capas de álbum, tudo. E ainda um detalhe na qual o Rei Diamante é o grande mestre, e que também me dá medo: os falsetes.

E ainda mais assustadores são os discos solo do King Diamond. Todos eles são conceituais, e as histórias que eles contam são melhores e mais impressionantes que grande parte dos filmes de terror que eu já vi. Tem terror psicológico em The Graveyard, possessão e feitiçaria em Voodoo, e até algumas histórias reais em The Eye. Alguns, como o Abigail e o Them, tiveram até sequências. O cara é praticamente o Stephen King da música.

1 - TWISTED SISTER

Calma, não faça pipi na minha foto, delfonauta. O medo é uma coisa totalmente subjetiva, e em muitos casos, irracional. Antes que você comece a argumentar o quão tremendão é o Twisted Sister, eu já digo que eu sei e concordo. É só que clowns, man. They creep me out. Muita gente concorda que existe algo de muito errado e muito desconcertante nas feições exageradas e coloridas de um palhaço.

Muitas bandas, como o Mudvayne, o Slipknot, o Mushroomhead e o próprio Rob Zombie usam isso como artifício para criar medinho, intencionalmente. Não é o caso de Dee Snider, mas não dá para negar que ele se assemelha muito a estes terríveis monstros circenses. O fato de ele estar geralmente inserido em contextos cartunescos, e as expressões faciais que ele faz enquanto caracterizado, acabam colaborando ainda mais para essa semelhança.

Mas é fato, há muito mais no Twisted Sister além dos clipes estilo papa léguas e a maquiagem de evil drag queen from hell. Na sua coletânea de ideias sobre música, o Corrales já falou muito eloquentemente sobre a seriedade inesperada das letras da banda, e o frontman já se mostrou especialmente ácido em suas críticas.

Ele foi, por exemplo, um dos primeiros artistas a se manifestarem contra quando surgiu o infame caso do PMRC, em que uma comissão de esposas de senadores estadunidenses, liderada por Tipper Gore, resolveu alertar os pais sobre discos que contivessem contéudos de violência, drogas, sexo e/ou "o oculto". Este escândalo culminou na criação do selo Parental Advisory. A supracitada We’re Not Gonna Take It, inclusive, ficou na lista apelidada de Filthy Fifteen, as quinze faixas consideradas mais ofensivas pela tal comissão, junto com outras de gente como Judas Priest, AC/DC, Mötley Crüe, W.A.S.P. e o nosso segundo lugar, Mercyful Fate.

Dee, Frank Zappa e John Denver testemunharam nos tribunais contra esse nonsense, argumentando que isso constituía censura, que muitas das faixas citadas tinham sido mal-interpretadas e que tudo isso era contra-produtivo, já que o selo só atiçava a curiosidade dos jovens. E em seguida, uma enxurrada de outros artistas - do metal, do punk, do alternativo e até do rap - se manifestaram em apoio e lançaram músicas sobre o tema. Mais recentemente, rolou até um filme a respeito, chamado Warning: Parental Advisory, em que Snider atuou e reproduziu o mesmo discurso que fez no tribunal. Discurso esse que deixou os engomadinhos tão desconfortáveis quanto eu fico na presença de um palhaço.

Esses são os meus. Mas repito: o medo é completamente subjetivo, então passe nos comentários e me conte que outras bandas te fazem se encolher em posição fetal. Outras bandas satânicas de Black Metal? Outras melodias ainda mais creepy? Outras letras que reacendem traumas da sua infância? Algum disco com mensagens estranhas gravadas ao contrário? Divida conosco.

Qual foi a primeira música de heavy metal da história?

Comemora-se 52 anos em 2021 do que para muitos especialistas é a canção que inaugurou um dos principais gêneros do rock.

Bill Ward, Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler. Black Sabbath e suas cabeleiras em 1970. No vídeo, a canção 'Summertime blues' da banda Blue.

Bill Ward, Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler. Black Sabbath e suas cabeleiras em 1970. No vídeo, a canção 'Summertime blues' da banda Blue Cheer.

MAIS INFORMAÇÕES

  • A história do rock resumida em 15 minutos

  • Freddie, antes de Mercury

Vamos entrar, devidamente munidos de munhequeiras cheias de pregos, em um dos debates musicais mais polêmicos de todos os tempos: qual é a primeira música de heavy metal da história? Muitos estudiosos se envolveram na refrega. Alguns com opiniões ousadas. Como os que apontam You Really Got Me, dos Kinks, no distante 1964. Esse fino compositor pop que é Ray Davis se irritava de vez em quando e compunha temas rudes de verdade como este. Mas, para ser justos, grande parte da agressividade da canção deve ser atribuída a seu irmão Dave. O guitarrista, que adorava fazer experiências com a tecnologia, plugou um par de amplificadores baratos, rasgou um alto-falante e conectou a guitarra. Dali saiu um som rascante e novo. Forte? Sim. Selvagem? Também. Heavy metal? Calma lá.

Vejamos o caso de Helter Skelter, o tema que os Beatles incluíram em seu White Album, de 1968. Isso já é outra coisa. Aqui há muito mais do que alguns acordes furiosos de guitarra. Aqui há violência da boa, sons melancólicos, uivos. Sombria? Sim. Feroz? Também. Heavy metal? É preciso avaliar seriamente. Uma coisa interessante a levar-se em conta nessa música: ao contrário da maioria das peças que veremos a seguir, Helter Skelter não tem uma raiz claramente blues. Os Beatles, sempre criando. E um ponto contrário a outorgar a Helter Skelter o prêmio de primeira canção heavy: esses coros (aaaaaah) tão Beatles e tão pouco metaleiros.

A primeira vez que se utilizou “heavy metal” foi em um romance do grande maldito da literatura William Borroughs. Foi em 1962 e o relato se chama ‘The soft machine’. Em que contexto? Para definir um garoto ucraniano chamado Willy como “heavy metal kid”

O que dizer dos casos de Cream e de Jimi Hendrix Experience? O trio de Eric Clapton lançou seu primeiro disco (Fresh Cream) em 1966; Hendrix o fez em 1967 (Are You Experienced?). Nos dois há distorção, rudeza, energia. Heavy metal? Na verdade estão mais perto do blues psicodélico.

Já escutaram a versão primordial de Street Fighting Man, dos Rolling Stones, editada em 1968? Isso sim soa perigoso. Você ouve os alaridos de Jagger e dá vontade de sair para a rua para queimar lixeiras. E essa letra: “Ei, então meu nome é Distúrbio/Vou gritar e berrar/Vou matar o rei, vou humilhar todos os seus súditos... Lutador de rua”. Certo, certo, tudo muito ameaçador, mas Street Fighting Man é heavy metal? Não exatamente.

Melhor dar uma parada no caminho para explicar o que é heavy metal? Humm, esse é o charco no qual muitos já pisaram e de onde quase todos saíram enlameados. Podemos olhar para trás para ver de onde vem o nome. A maioria concorda que a primeira vez que se usou o termo “heavy metal” foi em um romance do grande maldito William Burroughs. Foi em 1962 e o texto se chama The Soft Machine (traduzido com o mesmo título no Brasil). Em que contexto? Para definir um garoto ucraniano chamado Willy como “heavy metal kid”. Em um ecossistema musical e com toda a intenção do mundo, o primeiro a usar o termo foi o mítico crítico de rock Lester Bangs, que na revista Creem (maravilhosa) lançou mão dele para definir a música de bandas como Black Sabbath, MC5 e Deep Purple. Isso em 1970.

Antes, em 1968, foi usado pela primeira vez em uma música. Foi no clássico Born To Be Wild, dos canadenses (que desenvolveram sua carreira na Califórnia) Steppenwolf. Diz assim: “I like smoke e lightning/Heavy metal thunder/Racing with the Wind and the feeling that I’m under” (“Gosto de fumaça e relâmpagos, o trovão do heavy metal/Correndo com o Vento e sentindo que está tudo sob controle”). Assim explicou o compositor da música, o roqueiro canadense Mars Bonfire, de onde veio: “Ouvi Heavy Metal Thunder em minha aula de química quando estava no colégio”. Muito pouco romântico, sem dúvida.

Mas continuamos sem saber qual foi a primeira música heavy. Vamos continuar a embasar. Podemos nos arriscar e apontar o primeiro grupo de heavy da história: Black Sabbath. É o que afirmam os especialistas. Como David Konow, que escreveu o fundamental Bang Your HeadThe Rise and Fall of Heavy Metal. “Nunca antes a música soou tão obscura, distorcida e alta”, escreve Konow sobre o Black Sabbath. Outro estudioso do tema, John Harrel, afirma sobre o grupo: “Black Sabbath foi a primeira banda de heavy metal da história, um grupo que quebrava tudo quando chegava em sua cidade”.

Sem dúvida, Black Sabbath é de Birmingham, uma cidade de arraigada tradição industrial. Há uma frase sobre Birmingham: “É negra de dia e vermelha à noite”. Nos anos setenta a cidade foi o principal produtor de metal do Reino Unido. Dissemos metal? Além do Black Sabbath, são de Birmingham Judas Priest (deuses do heavy ainda na ativa) e uma banda fundamental para a formação do Led Zeppelin (que não se pode considerar heavy, mas quase), Band of Joy, o grupo do fim dos anos sessenta de Robert Plant e John Bonham, depois respectivamente vocalista e baterista do Zeppelin. O baterista do Black Sabbath disse certa vez: “Se você crescia em Aston [a região de Birmingham onde nasceu o grupo] tinha três opções: ‘Trabalhar em uma fábrica, montar uma banda ou ir para a cadeia”.

Já temos o primeiro grupo de heavy da história. No entanto, os historiadores do rock afirmam que foi outra banda que gravou a verdadeira primeira canção de heavy metal. Agora já podemos revelar o mistério. Falamos de um grupo bem desconhecido para os não iniciados, Blue Cheer. Assim o trio é apresentado pela revista inglesa Classic Rock: “Tinham um Hell’s Angel como empresário, foram desprezados pelas outras bandas da cena e tocaram tão alto que o pessoal fugia de seus shows com medo no corpo. Os integrantes do Blue Cheer tomavam ácido, se vestiam com calças justas, enchiam o palco de seus shows com intermináveis filas de amplificadores Marshall e demonstraram, de uma vez por todas, que quando falamos de rock, mais é sempre melhor”.

Blue Cheer demonstrando que o volume sim importa em sua versão de "Summertime Blues".

A música em questão do Blue Cheer que muitos apontam como a primeira do heavy metal é uma versão totalmente selvagem de Summertime Blues, de Eddie Cochran. Um som pesado, com uma guitarra incisiva, um baixo muito Lemmy Kilmister (do Motörhead) antes de Lemmy criar seu estilo e uma bateria que não para um segundo de atacar seu estômago. E essa imagem, com o cabelo na cara (impossível reconhecer seus rostos). Puro heavy metal em 1968, dois anos antes do primeiro álbum do Black Sabbath. Esse Summertime Blues integra o primeiro disco do Blue Cheer, Vincebus Eruptum, um rolo compressor sônico.

A versão inicial de ‘Summertime Blues’, composta por Eddie Cochran, é de 1958.

https://youtu.be/Ti38LFY7x1Y

Kurt Cobain era um grande seguidor do Blue Cheer. Muitos jovens grunge conheceram o Blue Cheer nos anos noventa graças a Cobain, que tocava usando camisetas do grupo. Que fim levaram esses pioneiros? O Blue Cheer trabalhou sem parar em seus primeiros tempos, com cinco discos em três anos. Logo vieram as brigas e a troca de membros. Apesar de continuarem lançando álbuns, desde meados dos anos setenta perderam popularidade. Nos anos noventa os dois líderes da banda, o baterista Paul Whaley e o baixista e cantor Dickie Peterson foram viver na Alemanha com suas companheiras, “fartos do estilo de vida americano”. Em seu quartel general europeu ressuscitaram o grupo várias vezes, quase sem poder de mobilização. Em 2009 Dickie Peterson faleceu de câncer no fígado.

Anos antes de morrer, Peterson deu uma entrevista a Classic Rock. “A cena do rock da época nos rejeitou. Lembro que Mike Bloomfield me disse: ‘Não dá pra fazer fazer isso, não dá pra tocar tão alto’. E disse a ele: ‘Imagina, Mike, você também pode fazer isso. Só tem que aumentar o volume até o dez’. Ele me odiou desde então. Sim, tivemos um pouco de arrogância, mas foi alimentada pelas pessoas que nos criticavam”. E acrescenta: “A gente só sabia que queria fazer muito barulho”. E foi o que fizeram...

As melhores bandas de heavy metal de todos os tempos.

Guitarras distorcidas, presença de palco agressiva e vocais com tom sombrio… Essas são as características de um dos mais pesados estilos de rock, surgido no final dos anos 60, no meio da década paz e amor: o heavy metal!

O primeiro nome a despontar no gênero foi o Black Sabbath, tanto muitos acreditam que os britânicos foram os grandes criadores do heavy metal.

Desde então, o estilo mais pesado e um tanto teatral adotado por algumas bandas foi servindo de inspiração para transformar o que hoje compreendemos como heavy metal.

Muita coisa boa surgiu e tentamos reunir as melhores bandas do gênero. Bora lá conhecer alguns dos maiores nomes do heavy metal?

As 17 melhores bandas de heavy metal

Vem com a gente que o bate cabeça vai começar! 

Black Sabbath

O maior nome por trás do heavy metal é o Black Sabbath, formado em 1968 em Birmingham, Inglaterra. Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward contribuíram para impulsionar o heavy metal para o mundo. 

Foram quase 20 álbuns de estúdio lançados, alguns Grammys e mais de 70 milhões de cópias vendidas ao longo da história da banda.     

Iron Maiden

Formado na Inglaterra em 1975, o Iron Maiden continua com força total, entregando o melhor do heavy metal para fãs do mundo todo. 

Bruce Dickinson e sua turma venderam cerca de 100 milhões de cópias e ganharam muitos prêmios, inclusive o de Melhor Performance de Metal no Grammy de 2011. 

Judas Priest

A Inglaterra foi o grande berço do estilo heavy metal, e o Judas Priest surgiu lá, em 1969, também em Birmingham. 

Ainda na ativa, a banda é, sem dúvidas, uma das precursoras do estilo, e inspirou muitas outras bandas.  

Sepultura

O heavy metal brasileiro tem muita história e fez o país ser reconhecido como um excelente cenário do estilo agressivo.

O Sepultura é, sem dúvida, o maior nome do metal nacional. A banda foi criada em Belo Horizonte, em 84, pelos irmãos Max Cavalera e Igor Cavalera.    

Metallica

Formado em 1981, o Metallica é uma das bandas mais bem sucedidas do heavy metal. Só o Black Album, disco que projetou o talento da banda para o mundo, vendeu mais de 40 milhões de cópias!

Foram 10 trabalhos de estúdios lançados, sendo o mais recente Hardwired… to Self-Destruct, lançado em 2016.

Slayer

Quando lançaram, em 86, o álbum Reign in Blood, o terceiro trabalho do Slayer foi apontado pela revista britânica Kerrang! como sendo o mais pesado de todos os tempos. 

O Slayer surgiu em 81 nos Estados Unidos e tem seu estilo reconhecido como trash metal, um dos subgêneros do metal.

Slipknot

Slipknot, liderado pelo incrível Corey Taylor, foi formado em Iowa, nos Estados Unidos, em 95. A banda ficou conhecida pelo uso das máscaras e uniformes industriais nos shows e é considerada uma das melhores bandas de metal da atualidade.

O slipknot alcançou a marca de 2 milhões de cópias com seu disco de estreia, Mate. Feed. Kill. Repeat, e levou o Grammy de Melhor Performance de Metal com a música Before I Forget.

Motörhead

Outro grande peso do heavy metal, a banda inglesa Motörhead foi formada em 1975. 

No início, alheio aos rótulos, o líder Lemmy dizia que a banda apenas fazia rock and roll. A banda ficou na ativa até 2015 e lançou 22 álbuns de estúdio.  

Pantera

Pantera foi uma das bandas que ficaram conhecidas por misturar os subgêneros do heavy metal, como o groove metal e o trash. 

Apesar de ter surgido em 81, no Texas, a banda se projetou com o álbum Cowboys from Hell, lançado em 90.

Mercyful Fate

Saindo do berço metaleiro da Inglaterra e Estados Unidos, o Mercyful Fate surgiu em Copenhague, Dinamarca, em 1981. 

O Mercyful Fate faz o chamado black metal, com letras que falam sobre ocultismo e satanismo. Aah, e tem previsão da banda se reunir este ano, viu?

Angra

Outro brazuca de responsa é o Angra, formado em 91, em São Paulo, por Rafael Bittencourt e André Matos, vocalista que infelizmente faleceu em junho de 2019. 

Megadeth

Liderado por Dave Mustaine, ex Metallica, o Megadeth surgiu em 83 e é hoje considerado um dos maiores nomes do trash metal ainda em atividade. 

Foram mais de 25 milhões de cópias vendidas e 16 trabalhos de estúdio.  

Manowar

Manowar nasceu em Nova York, em 1980, e é conhecida por retratar em suas composições temas como mitologia e fantasias com espadas e feitiços. 

Foram eles que deram início às características do chamado power metal. A banda conta com 8 álbuns lançados, sendo o último The Lord of Steel, de 2012, e ainda está em atividade. 

Dio

Ronnie James Dio saiu do Black Sabbath e formou o Dio em 1982, outro grande nome do heavy metal. 

A banda ficou na ativa até 2010, quando o vocalista faleceu aos 67 anos. Eles eram muito elogiados pela qualidade vocal e muito admirados por artistas como Ozzy Osbourne e Tony Iommi. 

Anthrax

Considerada a banda mais popular de thrash metal da década de 80, o Anthrax surgiu em Nova Iorque e continua em atividade até hoje, tendo alcançando a marca de mais de 10 milhões de cópias vendidas no mundo. 

Uma das marcas da banda é misturar o metal com música alternativa e punk. Ouça a seguir o som pesado da banda com a música Caught In The Mosh

Kreator

Complementando a nossa lista de melhores bandas de heavy metal, o Kreator surgiu na Alemanha no final dos anos 80 e logo conquistou fãs que curtem uma sonoridade pesada e agressiva.

O quarto disco de estúdio da banda, Extreme Aggression, é apontado entre os 10 maiores álbuns de trash metal pelo site Whatculture!  

Continue com o melhor do heavy metal.

E aí, o que achou da nossa seleção de melhores bandas de heavy metal? Conta pra gente como ficaria a sua lista!

Continue com o bate cabeça com essa playlist especial de metal para você ouvir enquanto trabalha.  

Heavy metal

 Nota: Para outros significados, veja Heavy metal (desambiguação).

Heavy metal (ou simplesmente metal) é um gênero do rock[2] que se desenvolveu no final da década de 1960 e no início da década de 1970, em grande parte no Reino Unido e nos Estados Unidos.  Tendo como raízes o blues-rock e o rock psicodélico (psicadélico, em português europeu), as bandas que criaram o heavy metal desenvolveram um som massivo e encorpado, caracterizado por um timbre saturado e distorcido dos amplificadores, pelas cordas graves da guitarra para a criação de riffs e pela exploração de sonoridades em tons menores, dando um ar sombrio às composições. O Allmusic afirma que "de todos os formatos do rock 'n' roll, o heavy metal é a forma mais extrema em termos de volume e teatralidade".

Heavy metalOrigens estilísticas.

Blues rockrock psicodélico, rock de garagem.

Contexto cultural.

Final da década de 1960 no Reino Unido e Estados Unidos.

Instrumentos típicos.

Bateria, baixo, guitarra,vocal, teclado.

Popularidade Mundial, do fim da década de 1960–presente .Subgêneros.

Black metal  • death metal  • doom metal  • power metal  • speed metal  • thrash metalGêneros de fusãoAvant-garde metal  • crust punk  • djent  • drone metal  • folk metal  • funk metal  • glam metal  • gothic metal  • grindcore  • Neue Deutsche Härte  • kawaii metal  • metal alternativo  • metalcore  • metal cristão  • metal industrial  • metal neoclássico  • metal progressivo  • metal sinfônico  • nu metal  • post-metal  • rap metal  • sludge metal  • stoner metal

Formas regionais Austrália • 

Bay Area • Brasil • Reino Unido  • Alemanha • Gothenburg •

 Estados Unidos • Noruega

Outros tópicossubgêneros

As primeiras bandas de heavy metal como Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath atraíram um grande público, apesar de muitas vezes serem desdenhadas pelos críticos, um fato comum em toda a história do gênero. Em meados dos anos 1970, o Judas Priest ajudou a impulsionar a evolução do gênero suprimindo muito da influência do blues existente; 

o Motörhead introduziu a sensibilidade do punk rock e uma ênfase crescente na velocidade.

Bandas do New Wave of British Heavy Metal como Iron Maiden e Saxon seguiram o mesmo caminho.

Durante os anos 1980, o glam metal tornou-se uma força comercial com grupos como Mötley Crüe e Poison.

underground produziu cenas mais extremas e estilos agressivos: o thrash metal invadiu o mainstream trazendo à luz bandas como Anthrax, Megadeth, Metallica e Slayer, enquanto outros estilos ainda mais pesados como o death metal e o black metal permaneceram como fenômenos da subcultura do metal. Desde meados da década de 1990, estilos populares como o groove metal (ex.: Pantera) que combina metal extremo com hardcore punk, e o nu metal (ex.: Korn), que incorpora elementos de grunge e hip hop, ajudaram a ampliar a definição do gênero.

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