
o historiador Eric Hobsbawm diz assim: “a palavra ‘comunidade’ nunca foi utilizada de modo mais indiscriminado e vazio do que nas décadas em que as comunidades no sentido sociológico passaram a ser difíceis de serem encontradas na vida real”. ou seja, relações mais fluidas ou precárias, empuxo ao hiper-individualismo, grupos temporários, múltiplos e frágeis. a gente está vivendo a era dos simulacros de comunidades?
o grupo de corrida ou de crossfit, o clube do livro, o culto/igreja, o grupo de whatsapp de mães da escola…são muitos os tipos de grupos que têm ofertado algum senso de comunidade. para muitos de nós, resgatar ou mesmo criar e cultivar o sentimento de pertencimento vem se tornando uma questão de sobrevivência. afinal, estar vivo hoje é enfrentar um paradoxo muito angustiante: quais os limites entre a individualidade e a solidão? qual é o balanço na nossa vida entre Eu e Nós? um conflito que está na base do que o sociólogo Richard Sennett chamou de tirania da intimidade. nesse contexto, como engajar em uma comunidade?
para expandir a nossa escuta sobre esse tema, convidamos a ensaísta, pesquisadora e professora de Comunicação na UFF, Paula Sibilia.
e se você quer aprofundar o tema desse episódio junto com o André e o Lucas, inscreva-se no Sessão em Grupo. encontro online (ao vivo no dia 21/04 às 19h, mas que pode ser assistido depois) em que vamos desdobrar as principais questões do episódio, ampliar as hipóteses e trazer novas referências.
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pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke
produção: Fernanda Ogasawara
captação, edição e montagem: Jessica Correa
arte: Gustavo Jácome