uma angústia pode caber num desenho.
e o desejo se inscrever em um poema.
o luto pode encontrar voz na música
a solidão se revelar numa fotografia…
e um trauma se desdobrar em “pura ficção”.
isso não significa que uma manifestação artística vai simplesmente dar conta das nossas questões emocionais.
mas tudo aquilo que a gente vive psiquicamente pode ser externalizado e representado…
e nesse processo de simbolização, também dá para inspirar e tocar as outras pessoas… e ainda provocar bons questionamentos.
na atualidade, tem um grande paradoxo diante de todos nós:
nunca houve tanto acesso a estímulos criativos e sensoriais, ao mesmo tempo que tem uma saturação de ruídos e conteúdo slop. e isso vai provocando um esvaziamento de sentido no consumo de objetos culturais.
a gente sabe que a arte sempre foi um campo de elaboração do sofrimento humano. só que hoje essa capacidade fica tensionada com tantas formas novas de mal-estar:
a hiperconectividade, a lógica algorítmica, a performance contínua de si e a dificuldade de sustentar experiências com profundidade… só pra nomear alguns sofrimentos.
por isso vale a gente se perguntar:
quais são relações entre arte e saúde mental ao longo da história? e no contemporâneo?
— a arte na terapia e a arte como terapia.
— a relação entre psicanálise e surrealismo…
— o poder da interpretação e da catarse coletiva…
e mais: como diferentes expressões artísticas podem atuar como dispositivos de projeção.. de deslocamento e transformação subjetiva?
mam - curso ARTE & Saúde Mental: experiências do sensível. clique aqui
outro episódio do Vibes em Análise citado:
NOSTALGIA & REGRESSÃO
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pesquisa, roteiro e apresentação: André Alves e Lucas Liedke
produção: Fernanda Ogasawara
captação: Jessica Nunes
edição e montagem: Jessica Correa
arte: Gustavo Jácome