
“É menino ou menina?”: chá revelação e as normas de gênero desde a infância
Segundas Feministas
APRESENTAÇÃO
Não é difícil receber em grupos familiares, de amizade ou de trabalho convites afetuosos para a participação em eventos criados e difundidos há pouco tempo, mas de notável aderência popular: os famosos “chás revelação”. Organizados em torno da ideia de que o sexo é um material de grande importância a ser decifrado e desvelado, esses encontros não só apresentam o resultado de um exame médico que aponta a genitália específica de um bebê, mas de forma muito enfática e por vezes exótica, instituem expectativas em torno das noções de feminilidade e masculinidade aceitáveis, mesmo antes da criança nascer.
Assim, a espera de uma criança obedece fundamentalmente a um sistema de poder que de modo arbitrário elege o gênero como eixo gravitacional indispensável para a socialização e tratamento dos indivíduos, vigiando e produzindo corpos em um enquadramento binário, patriarcal, heterossexual e cisgênero. Os desvios e dissidências disso já começam também a serem invisibilizados ou anulados neste momento.
Para falar sobre o fenômeno do chá revelação e as normas de gênero desde a infância, na Segunda Feminista de hoje recebemos Eliane Rose Maio.
FICHA TÉCNICA
Segundas Feministas
Episódio 130 - “É menino ou menina?”: chá revelação e as normas de gênero desde a infância
Convidada: Eliane Rose Maio (UEM)
Direção Geral: Andréa Bandeira (UPE)
Direção executiva e Locução: Kaoana Sopelsa (UFGD) e Marcela Boni (USP)
Supervisão: Indiara Launa Teodoro (UFRPE)
Pesquisa e Roteiro: Renan de Souza Nascimento (UNIMONTES-MG)
Edição de áudio: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) e Natália Oliveira (UPE)
Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Kaoana Sopelsa (UFGD), Suane Felippe Soares (UFRJ), Marília Belmonte (UNESP), Geisy Suet (USP), Ingryd Damásio Ribeiro Tófani (Unimontes-MG), Renan de Souza Nascimento (Unimontes-MG) e Maria Clara de Oliveira (Unimontes-MG).
Colaboração: Cláudia Maia (UNIMONTES-MG) e Aline Coutinho (UFRJ).
Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017).
Realização e apoio: Universidade de Pernambuco/NUPECS; PPGH da Universidade Estadual de Montes Claros; GT GÊNERO ANPUH Brasil e ANPUH Brasil.
País/Ano: Brasil, Ano IV, 2023.
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FONTES E INDICAÇÕES:
BALISCEI, João Paulo (Org.). É DE MENINA OU MENINO? Imagens de gêneros, sexualidades e educação.
EU SEMPRE SONHEI EM TER UM NETO HOMEM! CARTOGRAFANDO VÍDEOS DE CHÁS DE REVELAÇÃO NO YOUTUBE.
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