
Vivemos cercados por informação. Vídeos, livros, podcasts, cursos, opiniões — tudo ao mesmo tempo, o tempo todo.
Mas será que o problema é realmente “informação demais”?
Neste episódio, a proposta é deslocar essa pergunta. Em vez de pensar o excesso como uma falha individual — falta de disciplina, de organização ou de foco —, olhamos para o contexto em que esse excesso se produz: um tempo cada vez mais capturado por exigências de produtividade, performance e atualização constante.
A partir de uma leitura psicanalítica e cultural, discutimos como o cérebro não foi feito para acumular, mas para selecionar; como o excesso pode funcionar como defesa contra o vazio; e como a lógica contemporânea transforma o saber em algo a ser exibido, consumido e performado.
Mais do que um episódio sobre informação, este é um episódio sobre tempo. Sobre o que fazemos com ele — e sobre o quanto, hoje, ele já não nos pertence completamente.
No meio disso tudo, talvez a questão não seja consumir melhor.
Mas criar, mesmo que em pequenas brechas, condições para que algo do pensamento possa acontecer.
🎧 Um convite à pausa — e à escolha