
Desamparo e ressentimento não são apenas experiências individuais — são forças que atravessam o laço social e ajudam a explicar muito do que vemos hoje. Neste episódio, partimos da psicanálise de Freud e dialogamos com autores como Nietzsche e Hannah Arendt para pensar como o desamparo, quando não elaborado, pode se transformar em ressentimento — e como isso encontra expressão em discursos simplificadores, na cultura digital e na intensificação dos conflitos sociais no Brasil.
Ao longo da conversa, refletimos sobre a construção de inimigos, a economia do ódio nas redes e os efeitos disso na vida coletiva, chegando a um ponto crucial: quando o ressentimento se articula à violência, como no aumento dos feminicídios, o que está em jogo é a incapacidade de simbolizar perdas, frustrações e deslocamentos de lugar.
Um episódio para quem quer ir além das explicações fáceis e pensar, com mais profundidade, os atravessamentos entre psicanálise, cultura e política — e, principalmente, quais caminhos ainda são possíveis para não sermos capturados por essa lógica.
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