
Somos realmente capazes de lidar com nossas próprias contradições? Ou precisamos transformar tudo em extremos para conseguir suportar a realidade?
Neste episódio, partimos de uma ideia central da psicanálise freudiana: a ambivalência — a coexistência de sentimentos opostos em relação ao mesmo objeto. Amar e odiar, desejar e temer, aproximar-se e afastar-se. Algo profundamente humano, mas que muitas vezes tentamos negar.
Ao longo da conversa, discutimos como a cultura contemporânea tem dificuldade em sustentar essa complexidade. Vivemos em um tempo de divisões rígidas: bem x mal, nós x eles, certo x errado. Seja no futebol, na política ou nas disputas morais das redes sociais, a lógica dos extremos acaba eliminando aquilo que existe entre eles: as nuances da experiência subjetiva e coletiva.
A partir da psicanálise clássica e de exemplos da realidade brasileira, o episódio propõe uma reflexão sobre como essa dificuldade de lidar com ambivalências atravessa nossas relações, nossos posicionamentos sociais e também o modo como escutamos os adolescentes.
Porque talvez maturidade psíquica não seja eliminar o conflito —
mas aprender a sustentá-lo.
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