127 - O vocabulário do inconsciente: palavras que não dizem o que dizem
12 January 2026

127 - O vocabulário do inconsciente: palavras que não dizem o que dizem

Psicanálise e Cultura

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No episódio 127 do Psicanálise e Cultura, Sandro Cavallote nos convida a pensar sobre um dos instrumentos centrais da psicanálise: a palavra. Mas não qualquer palavra — e sim aquelas que escorregam, falham, repetem, silenciam e dizem mais do que aparentam dizer.


Em “O vocabulário do inconsciente: palavras que não dizem o que dizem”, o episódio percorre a ideia de que o inconsciente se manifesta justamente nas brechas da linguagem: nos lapsos, nos atos falhos, nas metáforas insistentes, nas escolhas aparentemente banais de palavras e nos silêncios que atravessam a fala.


A partir de Freud e da experiência clínica, o episódio aborda:


a diferença entre o vocabulário manifesto e o vocabulário latente,


a escuta das repetições, hesitações e desvios da linguagem,


a palavra como porta de entrada para o desejo e o recalcado,


e o papel ético do analista como tradutor de sentidos — nunca como intérprete fechado.


Sandro também articula o tema à formação do psicanalista, discutindo o tripé clássico da psicanálise — análise pessoal, estudo teórico e supervisão clínica — como um verdadeiro processo de alfabetização do inconsciente. Uma formação que exige ampliar o vocabulário técnico, mas também sensível, cultural e humano.


O episódio defende ainda a importância de uma formação plural: filosofia, artes, história, linguística, literatura e cultura contemporânea como campos que enriquecem a escuta clínica e evitam o empobrecimento da prática psicanalítica.


Em uma reflexão que atravessa clínica, cultura e ética, este episódio propõe que cuidar das palavras é cuidar do desejo — e que formar-se analista é assumir um compromisso permanente com a escuta, a linguagem e a singularidade de cada história.


🎧 Um episódio para quem se interessa por psicanálise, linguagem, formação clínica e pelas palavras que nos habitam mais do que imaginamos.


Aperte o play e venha escutar o que as palavras ainda não disseram.