126 - Por que a Psicanálise não tem Conselho (nem precisa de um)
05 January 2026

126 - Por que a Psicanálise não tem Conselho (nem precisa de um)

Psicanálise e Cultura

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No episódio 126 do Psicanálise e Cultura, Sandro Cavallote propõe uma reflexão direta e necessária: por que a psicanálise não dá conselhos — e por que ela também não precisa de um Conselho regulador.

Partindo da palavra “conselho”, o episódio percorre dois eixos centrais da ética psicanalítica. De um lado, a recusa do analista em ocupar o lugar daquele que sabe o que é melhor para o outro, sustentando a aposta no desejo e na responsabilidade subjetiva. De outro, o debate contemporâneo no Brasil sobre a criação de um Conselho Federal de Psicanálise e os riscos da normatização de uma prática fundada no singular, no caso a caso e na transmissão viva.

Ao longo do episódio, discutem-se temas como:

    a diferença entre escuta e orientação,

    a função ética da não-sugestão na clínica,

    a formação do analista para além de diplomas e grades curriculares,

    a implicação subjetiva como eixo da prática psicanalítica,

    e a regulação feita pelos pares, pelas escolas e pela própria experiência clínica.

Em uma cultura ávida por respostas prontas, garantias e manuais de conduta, este episódio é um convite a sustentar a falta de garantias — tanto na vida quanto na clínica — como condição para o desejo, a responsabilidade e a invenção.

🎧 Um episódio para quem se interessa por psicanálise, ética, formação clínica e pelos impasses contemporâneos entre singularidade e regulamentação.

Aperte o play e siga conosco nessa jornada.