
Neste episódio, Sandro Cavallote investiga as hiperrotinas e a tirania do tempo produtivo que domina a vida contemporânea.
Uma análise que aborda:
A transformação do tempo em uma mercadoria rara, constantemente medida e otimizada por uma lógica militar de tarefas e metas.
A ilusão de controle: como o preenchimento excessivo da agenda com atividades (trabalho, exercício, autocuidado) esconde a fuga do vazio e a pressão por estar sempre em movimento.
A perspectiva psicanalítica: o inconsciente é atemporal e o desejo não obedece a relógios. Tentar encaixotá-lo em planilhas gera um conflito profundo.
As consequências: burnout, ansiedade e insônia como sintomas de uma "vida sem intervalo", onde não há espaço para o vazio criativo e o sujeito se torna um mero executor de tarefas.
Um convite para refletir: será que controlamos nosso tempo, ou estamos sendo controlados por ele?