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Fábio Francisco de Souza
Prosas e Poesias Proletarias
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Diário poético
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95
16 April 2021
Se, ou quando, a tristeza chegar...
Se, ou quando, a tristeza chegar...Se, ou quando, a tristeza chegar... Quando tudo parecer perdido, não se perca na aparência, recorra a história, camarada...Lembre-se, nós nunca fomos numericamente maioria, a massa de trabalhadores (salvo nos processos de luta revolucionária) sempre foi o que hoje é, um senso comum conservador, buscando saída individual da miséria humana coletiva... também...
8 min
16 April 2021
Tática e estratégia - Mario Benedetti
Mi táctica es mirarteaprender como sosquererte como sosmi táctica eshablartey escucharteconstruir con palabrasun puente indestructiblemi táctica esquedarme en tu recuerdono sé cómo ni sécon qué pretextopero quedarme en vosmi táctica esser francoy saber que sos francay que no nos vendamossimulacrospara que entre los dosno haya telónni abismosmi estrategia esen cambiomás profunda y mássimplemi...
3 min
08 April 2021
Os fantasmas de Paris - Mauro Iasi
“Os mártires [da Comuna] estão guardadoscomo relíquias no grande coração da classe operária”– Karl Marx [A guerra civil na França]– Quem é o chefe aqui?– Não tem chefe, somos uma Comuna.– Não sei o que é isso, mas preciso falar com alguém para que me explique essa algazarra.Eles se amontoavam ao lado da parede do Père-Lachaise e não paravam de chegar. Eram muito diferentes dos mortos comuns que...
11 min
28 March 2021
Aos que desanimam - Golondrina Ferreira
Gostaria de te acordar com beijose boas notícias– o sol saiu,os pássaros comemoram,as crianças brincam no pátio,vem visita de longe,ninguém mais vende seu trabalho,ninguém manda sem trabalhar.Mas o inimigo ainda é soberano,está por todos os ladose dentro de nós.Nos submete e inverte todas as coisas:nosso suor vira seu produto,uma pequena parte vira o nosso preçoe não conseguir ficar ricovira um...
3 min
02 February 2021
A fronteira da arte - Eduardo Galeano
Foi a batalha mais longa de todas as lutadas em Tuscatlán ou emqualquer outra região de El Salvador. Começou à meia-noite, quando as primeiras granadas caíram da montanha, e durou a noite toda e foi até a tarde do dia seguinte. Os militares diziam que Cinquera era inexpugnável. Os guerrilheiros tinham atacado quatro vezes, e quatro vezes tinham fracassado. Na quinta vez, quando foi erguida a...
3 min
01 February 2021
A função da arte/1 O livro dos abraços
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para quedescobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunasaltas, esperando.Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia,depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta aimensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.E quando...
1 min
01 February 2021
A linguagem da arte - Galeano
Chinolope vendia jornais e engraxava sapatos em Havana. Para deixar deser pobre, foi-se embora para Nova Iorque.Lá, alguém deu de presente a ele uma máquina de fotografia. Chinolopenunca tinha segurado uma câmara nas mãos, mas disseram a ele que era fácil:— Você olha por aqui e aperta ali.E ele começou a andar pelas ruas. Tinha andado pouco quando escutoutiros e se meteu num barbeiro e levantou a...
1 min
01 February 2021
Celebração da voz humana 1 - Eduardo Galeano
Celebração da voz humana - Eduardo GaleanoOs índios shuar, chamados de jíbaros, cortam a cabeça do vencido.Cortam e reduzem, até que caiba, encolhida, na mão do vencedor, para que ovencido não ressuscite. Mas o vencido não está totalmente vencido até que fechem a sua boca.Por isso os índios costuram seus lábios com uma libra que não apodrece jamais.(Eduardo Galeano - O livro dos abraços)
1 min
01 February 2021
A casa das palavras - Eduardo Galeano
Na casa das palavras, sonhou Helena , que chegavam os poetas. As palavras, guardadas em velhos frascos de cristal, esperavam pelos poetas e seofereciam, loucas de vontade de ser escolhidas: elas rogavam aos poetas que asolhassem, as cheirassem, as tocassem, as provassem. Os poetas abriam os frascos, provavam palavras com o dedo e então lambiam os lábios ou fechavam a cara. Ospoetas andavam em...
2 min
16 January 2021
As vinhas da ira - John Steibeck
"E tenha-se medo de quando as greves cessam, enquanto os grandes proprietários estão vivos, pois cada greve vencida é uma prova de que um passo está sendo dado. E isto se pode saber — tenha-se medo da hora em que o homem não mais queira sofrer e morrer por um ideal, pois que esta é a qualidade básica da humanidade, é a que a distingue entre tudo no universo. OS ESTADOS OCIDENTAIS inquietavam-se...
8 min