
Em 7 de abril de 2026, após 40 dias de guerra, EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. No papel, é o fim da escalada que levou o Oriente Médio à beira de um conflito global. Na prática, o acordo já nasceu rachado.Horas depois do anúncio, Israel executou a maior onda de ataques contra o Hezbollah desde o início da guerra: mais de 100 alvos atingidos em 10 minutos no Líbano. O Estreito de Hormuz, que deveria reabrir imediatamente, segue praticamente paralisado — centenas de petroleiros ancorados no Golfo Pérsico, esperando uma garantia que não vem. O parlamento iraniano já acusa os Estados Unidos de violar três pontos do plano de 10 itens apresentado por Teerã, e a questão do enriquecimento de urânio — o mesmo ponto que derrubou as negociações em fevereiro — continua sem solução.