
Blackstar é um álbum de despedida. Foi pensado para emocionar. Mas, também é uma obra cuidadosamente construída até o último detalhe. Bowie olha para o jazz contemporâneo, para a música eletrônica e para a própria história com curiosidade, não com nostalgia.
As canções são fragmentadas, muitas vezes desconfortáveis, e pedem atenção. Nada aqui é imediato: os arranjos mudam de direção, as letras sugerem mais do que explicam e a voz de Bowie assume um tom quase espectral.
Lançado poucos dias antes de sua morte, Blackstar ganha um peso inevitável, mas funciona muito além disso. É um disco de alguém que escolheu seguir experimentando até o fim, sem repetir fórmulas. É um encerramento magnífico e coerente para uma carreira que sempre preferiu o risco ao conforto.
Chegando aos dez anos no dia 8 de janeiro, Blackstar inaugura nossa temporada 2026.
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