E aí tem uma coisa interessante, que é: quando a gente vê alguém fazendo algo, que talvez a gente faria, e sendo julgada de um jeito que a gente não gostaria de ser julgada, existem duas reações naturais: ou a gente entra na hipervigilância, que é um comportamento causado pelo medo.
Então, nesse caso, seria: eu vou ficar muito atenta pra nunca fazer o que ela fez para não correr o risco de ser lida como ela foi. Ou a gente vai pro lugar do combate, que é um comportamento causado pelo medo também, mas que se manifesta mais no lugar da raiva. Então, nesse caso, seria: eu vou provar para eles que eles estão errados.
Quando eu entro na hipervigilância, eu quero me controlar pro outro não me julgar. E quando eu entro no combate pronta para dobrar o outro, eu quero controlar a percepção do outro para me proteger de um julgamento futuro. E a real é que, na maioria das vezes, isso é ineficiente, porque o outro vai pensar o que ele quiser pensar.
Mas eu estou falando isso, por causa de três situações (uma cômica) que eu vivi recentemente. Te conto nessa quarta-feira no spotify, cê vem?
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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