
EUA classificam PCC e CV como terroristas / PF negocia delação de Vorcaro
Os Pingos nos Is
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (28):
O Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais e estrangeiras, com vigência a partir de 5 de junho. A medida, que repercutiu fortemente nos bastidores de Washington e Brasília, ocorreu logo após um encontro estratégico entre o senador Flávio Bolsonaro e Donald Trump e gerou debates entre os comentaristas do programa Os Pingos nos Is sobre a perda de soberania nacional e os impactos práticos no combate ao crime organizado transnacional.
Diante da classificação das facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas globais pelos EUA, Guilherme Derrite apontou a medida como um avanço crucial no combate internacional ao crime organizado, já o assessor especial da presidência, Celso Amorim, criticou a postura de Washington.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou à CCJ uma proposta alternativa da oposição à PEC que extingue a escala de trabalho 6x1. O novo texto, liderado pelo senador Rogério Marinho, propõe um regime flexível de jornada baseado em negociações diretas entre patrões e empregados. A medida surge como reação à aprovação da PEC na Câmara.
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganha novos desdobramentos com a reação de líderes do setor produtivo e analistas políticos. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou duramente a proposta aprovada na Câmara, classificando o engessamento da jornada na Constituição como um retrocesso econômico. Em contrapartida, o Senado discute uma PEC alternativa para flexibilizar a carga horária por meio de acordos diretos entre patrões e empregados.
O plenário da Câmara dos Deputados virou palco de debate após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) votar a favor da PEC que propõe o fim da escala 6x1. Os comentaristas do programa Os Pingos nos Is apontaram o risco de demissões em massa e um cenário de judicialização trabalhista no país.
A Polícia Federal voltou a negociar um acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A nova proposta envolve uma devolução recorde de R$60 bilhões, valor que equivale à arrecadação anual de alguns estados do Brasil. O recuo da PF, que antes considerava as informações insuficientes, divide opiniões entre analistas jurídicos e levanta questionamentos sobre os bastidores da investigação em andamento no Supremo Tribunal Federal.
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