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No livro "Quem tem medo da China? A construção da ameaça chinesa" (Ed. de Cultura, 2026), os pesquisadores Diego Pautasso e Isis Paris Maia discutem como o Ocidente utiliza ferramentas discursivas para criar narrativas de perigo iminente relacionadas ao desenvolvimento chinês.
Do perigo amarelo - e a racialização - ao perigo vermelho, em que o Partido Comunista aparece como um risco existencial, os dados levantados pelos pesquisadores mostram como os discursos anti-China perdem sustentação, conforme o país se torna mais conhecido e mais presente economicamente no mundo. Ver o investimento chinês em energia limpa desvalida a imagem de poluidora global; o cenário de “superexploração" passa a ser reconhecido com característica justamente dos ambientes corporativos de multinacionais; o “neoimperialismo” que se tentou imputar à China pouco a pouco se desmonta frente à atuação do país no incentivo ao multilateralismo. E isso pode gerar uma reconfiguração na política internacional que é temida por quem de fato teve uma atuação imperialista clássica (modelo de expansão e dominação política, econômica e militar exercido pelas potências industriais europeias, pelos Estados Unidos e pelo Japão, durante o final do século XIX e início do século XX).
Os autores Isis e Diego também comentaram os desdobramentos da recente viagem de Donald Trump à China. Acompanhado por uma comitiva bilionária de CEOs da tecnologia — como Elon Musk e Jensen Huang —, o líder americano tentou impor uma agenda corporativa, mas acabou esbarrando em recados firmes sobre temas sensíveis como Taiwan e o Irã.
Do perigo amarelo - e a racialização - ao perigo vermelho, em que o Partido Comunista aparece como um risco existencial, os dados levantados pelos pesquisadores mostram como os discursos anti-China perdem sustentação, conforme o país se torna mais conhecido e mais presente economicamente no mundo. Ver o investimento chinês em energia limpa desvalida a imagem de poluidora global; o cenário de “superexploração" passa a ser reconhecido com característica justamente dos ambientes corporativos de multinacionais; o “neoimperialismo” que se tentou imputar à China pouco a pouco se desmonta frente à atuação do país no incentivo ao multilateralismo. E isso pode gerar uma reconfiguração na política internacional que é temida por quem de fato teve uma atuação imperialista clássica (modelo de expansão e dominação política, econômica e militar exercido pelas potências industriais europeias, pelos Estados Unidos e pelo Japão, durante o final do século XIX e início do século XX).
Os autores Isis e Diego também comentaram os desdobramentos da recente viagem de Donald Trump à China. Acompanhado por uma comitiva bilionária de CEOs da tecnologia — como Elon Musk e Jensen Huang —, o líder americano tentou impor uma agenda corporativa, mas acabou esbarrando em recados firmes sobre temas sensíveis como Taiwan e o Irã.