Mendonça manda afastar diretor-geral da PF e Fachin pede explicações
Jovem Pan Maringá
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A decisão também determinou investigações na Corregedoria da PF e suspendeu a produção de relatórios de inteligência sobre magistrados, advogados públicos e policiais federais.
Mendonça analisou seis relatórios produzidos pela inteligência da PF entre 3 e 31 de agosto. Segundo o ministro, os documentos tinham baixa confiabilidade, identificação oficial inadequada e teriam ultrapassado os limites da atividade de inteligência, incluindo avaliações sobre decisões do Supremo, atuação da AGU e delegados da própria corporação. Ele classificou a conduta como uma espécie de “arapongagem institucional” e afirmou ter sido monitorado ilegalmente por mais de 30 dias.
A medida está sendo analisada pela Segunda Turma do STF e, até o momento, conta com três votos pela manutenção, de Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Gilmar Mendes pediu vista, sem suspender a liminar. A AGU pretende recorrer e defender a permanência de Andrei Rodrigues no cargo. Onze diretores da PF também divulgaram nota de apoio ao diretor-geral afastado e colocaram os cargos à disposição.