05 October 2026
Curioso por Ciência #127: Fisioterapia por videochamada melhora sintomas de incontinência urinária em mulheres com obesidade
Curioso por Ciência - USP
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Perder urina involuntariamente ao tossir, levantar peso ou praticar uma atividade física pode fazer parte da rotina de mulheres com incontinência urinária. O escape também pode ocorrer acompanhado de uma vontade repentina e difícil de controlar de ir ao banheiro. Mais frequente entre as mulheres, o problema pode afetar a qualidade de vida.
Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que avaliou o treinamento dos músculos do assoalho pélvico acompanhado a distância em mulheres com obesidade e relatos de incontinência urinária.
Localizados na parte inferior da bacia, esses músculos ajudam a sustentar os órgãos da região e a controlar a saída da urina. Seu treinamento já é utilizado no tratamento da incontinência urinária. A pesquisa investigou a efetividade dos exercícios quando o acompanhamento da fisioterapeuta ocorre por videochamada.
Participaram da etapa inicial do estudo 75 mulheres, divididas aleatoriamente em dois grupos. Um deles não recebeu o treinamento durante o período da pesquisa. O outro realizou um programa de exercícios durante 12 semanas, com uma sessão semanal supervisionada por videochamada e pelo menos outras três feitas de forma autônoma.
Ao final desse período, as mulheres que realizaram o treinamento apresentaram melhora dos sintomas de perda de urina superior à observada no grupo que não recebeu a intervenção. Três participantes do grupo de treinamento deixaram de relatar incontinência urinária. O principal resultado, porém, foi a melhora dos sintomas, e não a eliminação do problema em todas as mulheres.
A pesquisa também identificou boa adesão e alta satisfação com o atendimento a distância. A avaliação média das participantes foi de 9,7 em uma escala de até 10.
O estudo é parte da tese de doutorado Efetividade do treinamento muscular do assoalho pélvico por meio de telefisioterapia nos relatos de incontinência urinária em mulheres com obesidade: ensaio clínico randomizado e controlado, de Pauliana Carolina de Souza Mendes, orientada pela professora Cristine Homsi Jorge. O trabalho foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional, na área de Fisioterapia, e defendido em 2025.