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Curioso por Ciência #122: Restrição de crescimento intrauterino está associada a maior risco de hipertensão na vida adulta
24 August 2026

Curioso por Ciência #122: Restrição de crescimento intrauterino está associada a maior risco de hipertensão na vida adulta

Curioso por Ciência - USP

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A saúde na vida adulta pode começar a ser definida ainda durante a gravidez. Quando o bebê não recebe nutrientes e oxigênio suficientes e cresce abaixo do esperado, dentro do útero, ocorre uma condição chamada restrição de crescimento intrauterino.


Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta os resultados de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que investigou se essa condição pode aumentar o risco de hipertensão arterial décadas depois do nascimento. Os pesquisadores avaliaram quase 1.600 pessoas nascidas em Ribeirão Preto no fim da década de 1970. Os participantes tinham entre 38 e 39 anos quando foram analisados.


Os resultados mostraram que as pessoas que nasceram com restrição de crescimento intrauterino apresentaram pressão arterial um pouco mais elevada e maior frequência de hipertensão em comparação com aquelas que tiveram crescimento adequado durante a gestação.


A associação não significa que o desenvolvimento da hipertensão seja inevitável. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, acompanhamento médico regular e cuidados como evitar o cigarro continuam sendo importantes para a prevenção da doença. Conhecer o risco pode contribuir para que o acompanhamento da saúde comece mais cedo.


O estudo reforça ainda a importância do pré-natal e dos cuidados durante a gravidez, que podem trazer benefícios não apenas para o nascimento, mas também para a saúde da criança ao longo da vida.


A pesquisa é parte do doutorado Restrição de crescimento intrauterino e risco de hipertensão arterial na vida adulta: um estudo de coorte de nascimento da cidade de Ribeirão Preto, de Paulo Cesar Lopes, orientado pelo professor Eduardo Barbosa Coelho no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da FMRP, concluído em 2025.