20 July 2026
Curioso por Ciência #118: Pesquisa investiga efeitos de medicamento em homens com dificuldades para ter filhos
Curioso por Ciência - USP
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Neste episódio do Curioso por Ciência, Rafael Appel traz os resultados de uma pesquisa que avaliou o uso do medicamento clomifeno para tratar a infertilidade masculina. Quando um casal encontra dificuldades para ter filhos, é comum que a atenção se volte primeiro para a saúde da mulher.
Mas os homens também podem enfrentar problemas que dificultam a fertilidade, como no caso daqueles com hipogonadismo, condição em que o organismo produz níveis baixos de testosterona, um hormônio importante para diversas funções do corpo, incluindo a produção de espermatozoides. Esses pacientes podem apresentar a azoospermia, quando não são encontrados espermatozoides no sêmen.
Embora seja mais conhecido por seu uso em tratamentos relacionados à fertilidade feminina, o clomifeno também pode ser utilizado para estimular a produção natural de testosterona nos homens. Assim, o estudo acompanhou 47 pacientes atendidos em um ambulatório especializado em infertilidade ao longo de dez anos. Os pesquisadores analisaram exames hormonais e parâmetros seminais antes e depois do tratamento com o medicamento.
Os resultados mostraram que o clomifeno aumentou de forma significativa os níveis de testosterona dos pacientes. Ou seja, o medicamento conseguiu melhorar a produção desse hormônio no organismo, mas quando os pesquisadores avaliaram a quantidade de espermatozoides produzidos os resultados não foram tão claros.
O tratamento não demonstrou um aumento consistente na produção de espermatozoides, e ainda são necessários mais estudos para entender melhor quais pacientes podem se beneficiar dessa estratégia. Essas descobertas são importantes porque ajudam médicos e pacientes a terem expectativas mais realistas sobre o tratamento. Além disso, contribuem para ampliar o conhecimento sobre as opções disponíveis para homens que enfrentam dificuldades para ter filhos.
Esse trabalho é parte do mestrado, Avaliação do impacto do clomifeno nos parâmetros seminais de pacientes com hipogonadismo laboratorial do ambulatório de infertilidade do HC-FMRP-USP nos últimos 10 anos, de João Manoel Santos Botelho, orientado pelo professor Carlos Augusto Fernandes Molina, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Medicina da Faculdade de Medicina de Ribeirão Pretoe concluído em 2025.
Curioso por Ciência é uma coprodução entre a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, startup Dr. Fisiologia e Rádio USP Ribeirão Preto e São Paulo. Vai ao ar toda segunda-feira, no Jornal da USP no Ar na Rádio USP em São Paulo, 93,7 MHz, a partir das 7h30, e no Jornal da USP no Ar - Edição Regional na Rádio USP Ribeirão Preto, 107,9 MHz, a partir das 12h. estará disponível na home de Ribeirão Preto do Jornal da USP, basta navegar em ribeirao.usp.br.
Mas os homens também podem enfrentar problemas que dificultam a fertilidade, como no caso daqueles com hipogonadismo, condição em que o organismo produz níveis baixos de testosterona, um hormônio importante para diversas funções do corpo, incluindo a produção de espermatozoides. Esses pacientes podem apresentar a azoospermia, quando não são encontrados espermatozoides no sêmen.
Embora seja mais conhecido por seu uso em tratamentos relacionados à fertilidade feminina, o clomifeno também pode ser utilizado para estimular a produção natural de testosterona nos homens. Assim, o estudo acompanhou 47 pacientes atendidos em um ambulatório especializado em infertilidade ao longo de dez anos. Os pesquisadores analisaram exames hormonais e parâmetros seminais antes e depois do tratamento com o medicamento.
Os resultados mostraram que o clomifeno aumentou de forma significativa os níveis de testosterona dos pacientes. Ou seja, o medicamento conseguiu melhorar a produção desse hormônio no organismo, mas quando os pesquisadores avaliaram a quantidade de espermatozoides produzidos os resultados não foram tão claros.
O tratamento não demonstrou um aumento consistente na produção de espermatozoides, e ainda são necessários mais estudos para entender melhor quais pacientes podem se beneficiar dessa estratégia. Essas descobertas são importantes porque ajudam médicos e pacientes a terem expectativas mais realistas sobre o tratamento. Além disso, contribuem para ampliar o conhecimento sobre as opções disponíveis para homens que enfrentam dificuldades para ter filhos.
Esse trabalho é parte do mestrado, Avaliação do impacto do clomifeno nos parâmetros seminais de pacientes com hipogonadismo laboratorial do ambulatório de infertilidade do HC-FMRP-USP nos últimos 10 anos, de João Manoel Santos Botelho, orientado pelo professor Carlos Augusto Fernandes Molina, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Medicina da Faculdade de Medicina de Ribeirão Pretoe concluído em 2025.
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