Impressão Crítica: “Natal Amargo” e a introspecção metalinguística de Almodóvar
26 June 2026

Impressão Crítica: “Natal Amargo” e a introspecção metalinguística de Almodóvar

Cinematório

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Em sua volta à língua espanhola, Pedro Almodóvar olha para dentro e propõe uma profunda reflexão sobre a dor, a alegria e a ética do processo de criação artística.

No longa, selecionado para competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, nós acompanhamos o cineasta Raúl (Leonardo Sbaraglia) que, em meio a um bloqueio criativo, usa os dramas reais de pessoas próximas para escrever um roteiro autoficcional. A obra ganha vida em 2004 através de seu alter ego, a publicitária Elsa (Bárbara Lennie), uma mulher marcada por tragédias pessoais.


Alternando entre a Madrid do passado e o verão de 2026 nas Ilhas Canárias, "Natal Amargo" usa a metalinguagem para conectar as linhas temporais em uma narrativa que nos envolve nas perdas e paixões, memórias e inspirações de seus personagens, distanciando-se completamente de um conto natalino tradicional.


Almodóvar assina o roteiro e a direção de "Natal Amargo", uma produção da El Deseo com distribuição da Warner Bros.


Escute ou veja o podcast com a crítica de "Natal Amargo" por Renato Silveira e Kel Gomes, com participação de Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG.


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NATAL AMARGO (Amarga Navidad, 2026, Espanha)


Direção: Pedro Almodóvar


Roteiro: Pedro Almodóvar


Produção: Agustín Almodóvar


Elenco: Bárbara Lennie, Leonardo Sbaraglia, Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit, Quim Gutiérrez, Rossy de Palma


Fotografia: Pau Esteve Birba


Montagem: Teresa Font


Música: Alberto Iglesias


Duração: 1h 52min


Distribuição: Warner Bros.


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