
Impressão Crítica: “Natal Amargo” e a introspecção metalinguística de Almodóvar
Cinematório
No longa, selecionado para competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, nós acompanhamos o cineasta Raúl (Leonardo Sbaraglia) que, em meio a um bloqueio criativo, usa os dramas reais de pessoas próximas para escrever um roteiro autoficcional. A obra ganha vida em 2004 através de seu alter ego, a publicitária Elsa (Bárbara Lennie), uma mulher marcada por tragédias pessoais.
Alternando entre a Madrid do passado e o verão de 2026 nas Ilhas Canárias, "Natal Amargo" usa a metalinguagem para conectar as linhas temporais em uma narrativa que nos envolve nas perdas e paixões, memórias e inspirações de seus personagens, distanciando-se completamente de um conto natalino tradicional.
Almodóvar assina o roteiro e a direção de "Natal Amargo", uma produção da El Deseo com distribuição da Warner Bros.
Escute ou veja o podcast com a crítica de "Natal Amargo" por Renato Silveira e Kel Gomes, com participação de Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG.
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NATAL AMARGO (Amarga Navidad, 2026, Espanha)
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Agustín Almodóvar
Elenco: Bárbara Lennie, Leonardo Sbaraglia, Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit, Quim Gutiérrez, Rossy de Palma
Fotografia: Pau Esteve Birba
Montagem: Teresa Font
Música: Alberto Iglesias
Duração: 1h 52min
Distribuição: Warner Bros.
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