
Boa quinta-feira e bom Natal, pessoas queridas. 🎄
As bonecas fazem parte da nossa vida desde cedo. Estão nos quartos das crianças, nas prateleiras, nas fotografias antigas de família. Representam cuidado, afecto, companhia. E ainda assim, algo nelas nunca está completamente certo. Há um vazio demasiado atento no seu olhar. Uma presença que parece observar sem nunca estar verdadeiramente ali. 🪆
Neste episódio, aproximamo-nos desse desconforto que as bonecas provocam em silêncio. Da linha frágil entre o brinquedo e a figura humana, e da forma como o nosso cérebro insiste em procurar intenção onde só deveria existir matéria. Bonecas imitam-nos mal. Permanecem imóveis tempo demais. E é precisamente isso que as torna difíceis de ignorar. 👁️
Entre histórias, crenças e inquietações antigas, este é um convite para encarar o que nos assusta porque se disfarça de familiar. Porque nem tudo o que foi criado para confortar permanece inocente — e algumas presenças não precisam de se mover para nos fazer sentir observados. 🌫️
Que este Natal seja calmo, acolhedor… e com espaço suficiente para um arrepio inesperado. Obrigada por continuarem a fazer-me companhia por aqui. Para a semana há mais, mas, até lá, tenham uma semana muito arrepiante 😱