Você passa anos na faculdade aprendendo a projetar com total liberdade, concreto armado e grandes vãos de vidro. Aí você abre o seu escritório, fecha o primeiro grande contrato comercial em um casarão do século XIX e se depara com um manual de tombamento estadual de mais de cem páginas dizendo que você não pode fazer! Projetar no patrimônio histórico não é só olhar para o passado; é viabilizar o futuro dessas edificações. No episódio de hoje, vamos discutir os bastidores dessa prática. Como é a vida de quem vive entre dossiês, laudos de danos e o canteiro de obras de restauro? Como equilibrar a premissa de uma arquitetura contemporânea e inventiva com o respeito rigoroso à memória?
PARTICIPAM:
Milena Andreola: Arquiteta e urbanista, professora titular e coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Academia, em Juiz de Fora. Foi presidente da OSCIP PERMEAR (Programa de Estudos e Revitalização da Memória Arquitetônica e Artística). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Patrimônio Cultural, e foi presidente da OSCIP PERMEAR atuando principalmente com projeto, acompanhamento de obras, elaboração de inventários, dossiês e laudos e de implementação e consultoria de políticas de preservação do Patrimônio.
Rafael Ribeiro: Arquiteto e urbanista, fundador do Porão Arquitetura, atua na área de desenvolvimento de projetos comerciais e residenciais há 7 anos. Tem em seu portfólio obras de restauração e requalificação de edificações tombadas.
Bom cast!