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LUSOFONIAS - ‘Magnifica Humanitas’ – verdade, trabalho e liberdade – IV
04 September 2026

LUSOFONIAS - ‘Magnifica Humanitas’ – verdade, trabalho e liberdade – IV

Agência ECCLESIA

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Tony Neves, em RomaHá que salvaguardar o humano na transformação – defende Leão XIV na ‘Magnifica Humanitas’. A Verdade é apresentada como bem comum, aliada da democracia que, muitas vezes com a ajuda da Inteligência Artificial, enfrenta a desinformação. Pelo que ‘só a busca partilhada da verdade factual, assumida como bem comum, pode dar origem a uma correta comunicação’ (nº132). Assim, ‘uma sociedade é nobre e respeitável, nomeadamente porque cultiva a busca da verdade e pelo seu apego às verdades fundamentais’ (nº133).É fundamental a promoção de uma ‘ecologia da comunicação’ através de normas transparentes, de um jornalismo sério e de uma consciência educativa a cultivar pela escola, pela família, pela universidade. Também ‘as comunidades cristãs devem empenhar-se numa comunicação transparente e na busca fiel da verdade dos factos’ (nº138). Se é importante a educação para uma correta utilização da IA, também ‘devemos educar-nos ao jejum da IA e proteger os nossos jovens das promessas da máquina perfeita, daquela subtil sedução que parece tornar o pensamento humano inútil precisamente quando é mais necessário’ (nº140). Há que lutar contra todas as formas de bullying e ciberbullying.A escola é central na busca da verdade. O primeiro desafio é sociopolítico, com a exigência de combate às ‘fortes desigualdades no acesso à escolaridade’ (nº144). O segundo é pedagógico, com exigências de atualização para ‘garantir um crescimento integral dos alunos’ (nº145). O terceiro é intelectual e sapiencial, promovendo ‘uma verdadeira higiene da atenção: ritmos que prevejam silêncio, estudo aprofundado, leitura, debate ponderado’ (nº146). Pede-se uma renovada aliança educativa, pois ‘a escola não é chamada a acompanhar a velocidade do mundo digital, mas a oferecer aquilo que o digital, por si só, não consegue: tempo partilhado para aprender e relações de confiança’ (nº147).