
Luís Osório e o silêncio de Deus onde a relação acontece e a fragilidade é assumida - Emissão 16-04-2026
Agência ECCLESIA
Escritor e jornalista, conhecemos Luís Osório por uma vidaligada à comunicação social e mais recentemente em postais diários que publica, nas redes sociais, em jornais e na Antena 1, onde persegue «uma ideia de bem, um compromisso de proximidade e relação íntima com o leitor», em texto quase«autobiográfico».
O autor traça bem a linha entre o íntimo e o público. Um percurso familiar com contornos expostos, levou Luís Osório cedo a assumir a importância da transparência e da verdade como lugares onde a assunção da fragilidade e Deus o ajudaria a ultrapassar as sombras do seu percurso.
Acertar nas palavras ainda doí, fá-lo regressar à infânciamas também a memórias da avó Joaquina e da sua mãe – únicas pessoas que o chamavam Miguel – também às tias Cristina e Teresa – lugares de aconchego e apaziguamento – e ao amor com que cresceu e o marcou para sempre.
A paternidade abre novos caminhos de vida e escolher os sacramentos para os filhos e para si, renova a Luís Osório a importância de viver a fé em comunidade, mesmo sem ter a certeza da vida eterna. Os dias hoje pedem-lhe compromissos que faltam numa sociedade que destaca a tecnologia e menos o pensamento com que artistas e filósofos iluminam a vida. Falta a coragem das palavras, ainda que doam, para que a vida interior, a exterior e a transcendência se conjuguem de forma inteira na vida.