
De criança “enclausurada” a regente de Portugal: a rainha Catarina de Habsburgo, avó e tutora de D. Sebastião
A História repete-se
Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam sobre Catarina de Áustria, uma infanta de Espanha, criada em condições singulares, que viria a ser rainha de Portugal. Depois de dezoito anos de quase isolamento do mundo, — num enclausuramento forçado, em Tordesilhas, com sua mãe, a rainha Joana, a Louca — D. Catarina seria finalmente libertada ao casar com D. João III, rei de Portugal. Inteligente e determinada conseguiria conquistar o respeito do marido que, ao arrepio do que era habitual, lhe dá assento no Conselho régio, que passa a reunir nos aposentos da rainha. Devido porventura a extrema consanguinidade dos casamentos peninsulares, os nove filhos do casal vão morrer todos antes dos pais, bem como a maior parte dos irmãos de D. João III, criando uma ansiedade generalizada no que diz respeito à sucessão dinástica. Quando D. João III morre, em 1557, o herdeiro do trono é o seu neto D. Sebastião, uma criança enfermiça de três anos. Contrariando a vontade de muitos, D. Catarina assume a Regência. Seria um período de grande crispação. Enquanto regente e avó, as suas principais inquietações estavam relacionadas com o neto: por um lado a influência nefasta do seu director espiritual, a quem alguns atribuíam abusos sexuais sobre o jovem monarca, e a saúde do rei: sobreviveria à infância? Conseguiria ultrapassar a sua misoginia e deixar descendência? E quem lhe poderia suceder em caso de morte prematura?
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